Direto do Grêmio 21: Um conto de Kafka: A Feijoada de Interdição da Arena – Motivos para Comemorar?

Acredito que todos estejam cientes de que, no dia 02.03.2011, as obras da nova Arena gremista foram interditadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego em razão da indignidade do que se constatou no local.  Ao que tudo se viu, os empregados foram deslocados pela OAS desde seus estados natais (em sua maioria do nordeste do país) e, em Porto Alegre, sem família por perto, ficavam alojados em condições indignas para um ser humano e, ainda, sem registro dos contratos de emprego em suas carteiras de trabalho (ver fotos e mais informações no link: http://deolhoem2014.terra.com.br/blog/poa/nordestinos-trabalham-em-condicoes-precarias-na-arena-gremio-obra-e-parcialmente-interditada-96).

O primeiro questionamento que surge do episódio, para um clube que prima por sua imagem e que joga todas as suas fichas em um moderno estádio de futebol, é o de que a vinculação à exploração de mão-de-obra de seres humanos, qual animais fossem, não ajuda em nada a este desiderato. Ainda mais quando a situação poderia ter sido facilmente evitada com um simples ato fiscalizatório do Grêmio, que, aos quatro ventos, entoa cobrar o cronograma da construtora OAS. Fica a nítida impressão de que a alegada fiscalização realizada pelo clube nas obras da arena (e que não constatou tal escandaloso problema) talvez não seja tão boa como alegado, o que também consiste em um problema em si mesmo, mas não para os efeitos do presente texto.

Aliás, não nos parece muito exigir do Grêmio o respeito à Dignidade Humana e às Leis Sociais de nosso país. Não fosse tudo isso, fundamentalmente, apenas um pouco de sensibilidade é o mínimo que se pode esperar.

Pois bem.

Hoje, 03.03.2011, um dia após o embargo das obras, pois, em breve mirada no website do Grêmio nos deparamos com a seguinte notícia (http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=12179&language=0&news_type_id=1):

“GRÊMIO E OAS PROMOVEM A 1ª FEIJOADA TRICOLOR NO LITORAL

Dia 6 de março, a partir das 11h, no Bali Hai de Atlântida

A invasão da Arena do Grêmio no litoral continua neste feriado de carnaval. Além das blitzs que estarão percorrendo a beira da praia de Capão da Canoa e Atlântida entregando brindes da nova Arena, o domingo de carnaval, 06, está reservado para uma festa de confraternização gremista. Será a 1ª Feijoada Tricolor no litoral, promovida pelo Grêmio e OAS em comemoração às obras da Arena. “Nosso objetivo com essas ações é promover uma aproximação entre o novo estádio do Grêmio e os torcedores”, informa o presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini que antecipa: “Estamos planejando novas ações para a Arena do Grêmio ao longo dos dois anos de obra”.

O início da festa está marcado para às 11h, com som de Dj e show da Banda USB, que mistura pop, rock, clássicos nacionais e internacionais anos 70, 80, 90. O almoço será por adesão e todos os gremistas estão convidados a participar.

Mais informações e convite pelo e-mail rp@gremio.net e o fone (51) 3218.2066.”

Nem mesmo o gênio de Franz Kafka seria capaz de imaginar uma situação tão insólita, para dizer o mínimo.

Pasmem: estamos com cerca de 350 homens vivendo em condições aviltantes e indignas no local da construção da Arena, cujas obras estão interditadas pelo MTE e a postura pública da Instituição Grêmio, por seu website oficial, é a de promover a  1ª Feijoada Tricolor no litoral para COMEMORAR as obras da Arena?

Comemorar o quê?  As obras não estão paralisadas pelo embargo? Os 350 homens não continuam a viver em condições indignas?

Por mais importante que seja a integração dos associados com a tal feijoada, o momento em que anunciada é por demais inoportuno. Chama muito a atenção a falta de sensibilidade em respeitar o sofrimento de 350 seres humanos (para o que contribuiu o Grêmio, sim, ao não fiscalizar as obras como deveria) e, ainda, de público e como resposta à aviltante mácula à sua imagem, realizar uma feijoada para COMEMORAR a situação.

Parece um escárnio. Uma brincadeira de mau gosto. Mas não é. É pura falta de organização. Por incrível que pareça.

Ainda que o atual setor de marketing tenha recebido justificados elogios pela última campanha de sócios, vejam como uma articulação deficiente entre este a comunicação social pode prejudicar todo um trabalho de desenvolvimento de imagem. Exemplificativamente, a criação do Instituto Geração Tricolor, ao final do ano passado, demonstra que o Grêmio trabalha para se vincular à idéia de Responsabilidade Social. No entanto, como sustentar esta imagem quando sequer exige da OAS o respeito à dignidade humana dos empregados que trabalham na construção da Arena e, em resposta à publica interdição por tal desrespeito, informa que COMEMORARÁ com a OAS as obras ainda que pendente o interdito?

Enfim, algo parece que não andou bem no episódio. Ao que tudo indica, a notícia estava pronta para ser publicada às vésperas da 1ª feijoada. Faltou sensibilidade, tato e articulação entre os setores competentes para avaliar que a interdição era um fato novo que mereceria melhor apreciação antes de publicar a matéria. A partir dele, a matéria perdeu o seu sentido original e adquiriu outro, menos nobre, como visto.

O que mais preocupa, no entanto, é que a falha sequer foi percebida. Tamanho é o deslumbramento do Grêmio com a Arena que não se consegue enxergar nem mesmo o óbvio. A ponto de se comemorar obras que estão paralisadas por conta de inobservância das mais basilares regras de conduta humana. Kafkiano ao extremo. Como, aliás, esperamos, não deva ser o restante da Administração Tricolor.

Que tenham todos uma ótima feijoada no Bali Hai de Atlântida. Contudo, antes, em respeito às 350 vidas humanas envolvidas e que não poderão fazer para da comilança no domingo de Carnaval, urge que a Instituição Grêmio se retrate da forma mais apropriada possível. Com ou sem a Arena, o respeito à dignidade humana deve prevalecer.

Sujeito a críticas, é o que penso.

 by tiagosulzbach

Fonte: Grêmio 21

Considerando que alguns podem considerar traição para com o Grêmio a divulgação desse tipo de informação, os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL postam algumas fotos da situação dos empregados da OAS.

Sem refeitórios: operários comem sentados em seus dormitórios ou em pé Créditos: Cláudia Aragón

 

Alojamento: armários amassados mostram descuido com a moradia dos operários Créditos: Cláudia Aragón

Risco alto: fiação elétrica aparente na parede do dormitório dos operários Créditos: Cláudia Aragón

Fotos extraídas do Blog Porto alegre no Mundial

 

61 Respostas

  1. O pior idsso tudo é ler e ouvir a demagogia da OAS de que aquela condição era momentânea.

    As obras iniciaram em outubro. De lá para cá, passaram-se quatro meses.

    Precisou os operários fazerem uma revolução para que as medidas fossem tomadas para melhorar a situação que era “temporária”.

    Geralmente, o Estado comemora quando há investimentos no Estado, viscando a criação de novos empregos.

    Na construção Civil, não há nada para se comemorar, pois os empregos estão sendo dado para quem é de fora do Estado, pois assim como o Grêmio a OAS apenas vê a condição econômica da contratação.

    Alguns dizem que não é bem isso.

    A OAS verifica na verdade a qualidade da mçao-de-obra. No Rio Grande do Sul, os operários não tem a mesma qualidade e competência dos operários do Nordeste.

    É preciso verificar o que melhor para a OAS e para a obra da Arena. Trazendo operários de fora, a obra sempre ficará em dia, porque os operários trabalharão mais rápidos para cumprir com as metas e retornar para suas famílias.

    Se contratasse os operários do RS, haveria corpo mole e faria de tudo para atrasar o cronograma passado.

    Greve acontece em todas as obras, segundo alguns.

    A diferença que a obra do Grêmio geral repercussão e a OAS não contava com isso.

    Agora, eles estão celebrando acordos para que as atividades sejam retomdas.

  2. O texto é excelente.

    E quem diz que é trairagem, deve ocupar um lugar entre os operários e sentir na pele.

    Também, devem parar de defender os interesses da OAS que adora supervalorizar suas obras e tirar dinheiro público.

    Quando o dinheiro é dela, o preço do custo da obra tem que ser o mínimo possível.

    A escolha dos piores materiais tem que ser a dedo.

    O negócio entabulado pelo Grêmio com a OAS é bom.

    Mas se não abrirem o olho e fiscalizarem direito as obras, vão construir um Estádio para durar apenas 20 anos.

  3. Essa iniciativa de depromover a Arena no litoral, não teria sido divulgada antes da greve?

  4. Eles tinham que pensar também em fazer um jantar ou almoço de confraternização com os operários a cada estapa vencia da obra.

    E até fazer sorteiros de brindes para os trabalhadores.

  5. Capricharam na pintura da Garagem. Mas por dentro…

    - Sem carteira assinada;
    - sem seguro;
    - sem higiene;
    - sem família;
    - sem assistência a saúde.

    Enfim, um caos que a OAS alegou que era temporário.

  6. O depoimento humilde do operário é esclarecedor.

    Prometeram uma condição a eles, e largaram de qualquer jeito.

    Ainda pagaram do próprio bolso para vir até Porto Alegre para sofrer na obra.

    Imaginem se isso continuasse até o inverno, com chuveiro precário daquele jeito, num ambiente sem as mínimas condições.

  7. Tche com todo respeito aos funcionários, mas aquele armário amassado, aquela bagunça e sujeira no alojamento nao são culpa da OAS ou são? Ou querem que a empresa contrate também faxineira e tudo mais para manter o alojamento?

  8. É Fernando,

    O armário os operários amassaram para dramatizar o ambiente.

    Já a bagunça deles é falta de organização. Com tanto espaço na garagem, eles foram fazer um varal bem em cima da cama. Onde já se vil isso??

    Utilizam um banquinho como mesa individual.

    Eles têm lixeira por lá. E se eles não têm uma lixeira que façam uma divisão e comprem uma.

    Querem ser sensacionalista, tchê!!

  9. O Odone e o Antonini vão todos os meses lá para aparecerem em fotos e não enxergam isso!!!

  10. Vocês não entenderam o espírito da coisa (feijoada). Trata-se de um evento beneficiente, daí a razão das 65 pratas/cabeça. A verba arrecadada será destinada às melhorias dos alojamentos da obra e por melhores condições de trabalho. Devemos saudar a iniciativa da Grêmio Empreendimentos.

  11. Olha só.
    Esses operários ficariam nessas condições para sempre se não fizessem essa paralização. Isso é coisa que a OAS deveria cuidar sim. SIm quem tem que fazer a faxina no local é uma faxineira. Os operários estão ali para construir a Arena não para varrer chão.
    A feijoada NÃO pode ser para melhorar as condições dos operários. Isso é OBRIGAÇÂO da OAS… era o que faltava! Agora o GRÊMIO compromete 20 anos de lucros e ainda por cima tem que pagar ou arrecadar fundos para resolver as coisas que cabem a “superficiária” ou seja lá o nome que dão para a OAS.
    Vão vendo!

  12. O assunto é complexo e tem muito jogo de interesse entre trabalhadores, sindicatos e contrutora.
    O Grêmio não tem responsabilidade sobre o assunto pois a obra é da OAS, porém a imagem do clube está diretamente ligada à obra e deveria ser preservada acima de qualquer coisa.
    É obrigação da GE fiscalizar e garantir requisitos mínimos de segurança e saúde aos trabalhadores.

    Entretanto quem conhece obras desse porte sabe que as condições de moradia e trabalho não são as mais apresentáveis, pelo perfil temporário e pela contenção de custos das construtoras. É óbvio que a construtora não vai investir além do mínimo necessário em um canteiro de obra e no alojamento

    Quanto à feijoada, não vejo problemas, tem mais é que divulgar a Arena e buscar parceiros, melhor do que a apatia do mkt anterior.

    E parece que houve um acordo com os trabalhadores e a obra será retomada. Que dessa vez a fiscalização seja mais eficiente…

  13. Esses baianos e demais nordestinos querem é promoção…
    Onde já se viu reclamarem das condições dignas e confortáveis, salubres e nada periculosas que a grande OAS colocou a disposição dos mesmos.
    O choro é pq eles estarão longe do carnaval.

    E TEM CEGO!!!!

    Capricharam na pintura da Garagem. Mas por dentro…

    - Sem carteira assinada;
    - sem seguro;
    - sem higiene;
    - sem família;
    - sem assistência a saúde.

    Enfim, um caos que a OAS alegou que era temporário [2]

  14. Rafael targanski,

    Tú disse tudo.

    Alojamentos de construção civil sempre foi assim………aliás digo que pelas fotos ai mostradas………..estão até bom………….podem ser melhores…OK….podem e devem……………..MAS………….só acha absurdo quem nunca frequentou um alojamento desses…………………tem bem piores por ai……….e não se vê falar em greve…………………..é muita propaganda……por nada……..lá no Nordeste comem farinha com jiló………..e tá bom……………..aqui querem churrasco com cerveja ????

    Ganham até 1.000 por mês…….e tá ruim ???? com moradia e comida ???

    Sabe quanto ganha aqui no RS……….um auxiliar de escritório, por exemplo, que tem que ter curso de informática, inglês, e até estar cursando curso superior ????………900,00……………………….e esses baianos deitados estão reclamando ????? Manda embora…….

    Quem apóia se conhecer algumas coisas……………..tá é comendo na mão desses baianos espertos…………..se aproveitaram da importância da obra………para tirar o que puderem da construtora……………….e alguns aqui embarcaram nessa furada…………….

  15. Lamentável o preconceito de alguns aqui…O Grêmio tem o dever de vigiar e de adequar TODOS os contratos firmados pela instituição Grêmio e terceiros.
    É inconcebível que um terceiro não cumpra a legislação e forneça condições indignas para os trabalhadores. Mas é muito pior o contratante que não fiscaliza e depois sofre com o desgaste na imagem perante a sociedade. E comemora o avanço da obra com feijoada! O Grêmio é de todos e não daqueles que pagam R$ 65,00 num evento elitista!
    Quanto aos trabalhadores da construção civil estarem ganhando X ou Y de salário base, se é justo ou injusto é problema da OAS. Temos uma falta grande de mão de obra neste setor (isto é lei de mercado = oferta e demanda). Que os auxiliares de escritório e demais profissionais se unam para melhorar suas condições de trabalho e renda.

  16. Leio aqui muitas opiniões para se aproveitar da situação, com fundamento político para tirar uma casquinha do momento.

    Com certeza as coisas podem ser melhoradas pro lado dos funcionários da arena.

    Obra é sempre problema, não importa o tamanho, quem já construiu sabe o que estou falando.

    Esses problemas variam desde vizinho que não quer sujeira pro seu lado até problemas de funcionários desmotivados ou outros de maior magnetude.

    Os funcionários fizeram a suas revindicações, devem conseguir alguma coisa, se já não obtiveram.

    Não posso opinar sobre os alojamentos, talvez estejam até piores que as fotos ou muito melhores que as fotos.

    O episódio parece ter mostrado uma distancia entre o GE e OAS.

    Quanto ao presidente aparecer só nas fotos, bom, creio que não problema algum até pq o Odone não deve entender de canteiro de obra.

    Não conheço a formação do pessoal da GE, mas deveria ter pelo menos uns 3 Engenheiros Civis participando, que tenham conhecimento de Gestão de Projetos, que entendam Cronogramas, que entendam de material, que entendam tudo sobre esse universo.

    Já comentei aqui, Advogado e Engenheiro não falam a mesma lingua, não adianta.

    No mais, vamo em frente.

  17. Dalmir é a mais fina flor da preocupação social… Com mais pessoas assim o país vai longe. Só falta ele dizer que da saúde no Brasil é das pessoas que insistem em ficar doentes.

  18. Anderson,
    Conheço essa raça.e sei do que estou falando………………tú talvez nunca tenha entrado num canteiro de obras…………para de comer na mão desses cara………ou vai fiscalizar a obra do aterro………que lá não tem fiscal…………estranho né……

  19. Aliás……………..os defensores da classe menos favorecida poderiam explicar talvez………………..
    Como ficará a situação ???
    Os grevistas pagarão os dias parados ???
    Porque na minha classe operária……..sempre que tem greve , o funcionário paga os dias parados……….se desconta inclusive dias referentes as férias………….e ai…..como fica ????
    Enquanto isso…………..
    Estão comendo……..dormindo d egraça………………..e ainda vão para o carnaval….né…….?????

    Não acham estranho…………a assembléia para decidir se aceitam ou não as propostas…………………..SÓ APÓS O CARNAVAL ????

    E tem gente que acredita.

  20. Ei Dalmir… conheço sim e sei do que eles são e não são capazes.
    Só acho que as condições ali estão dificeis mesmo. Sei que se exagera no choro, mas asa condições devem ser dadas independente de quem está trabalhando.
    E eu quero mais que o aterro afunde e vire estacionamento.

  21. Dalmir.
    Me manda um mail para entrarmos em contato… gostaria de falar mais contigo sobre esses assuntos.
    akegler@gmail.com

  22. Pessoal
    O essencial de tudo isso é que o Grêmio não tem responsabilidade direta nos fatos citados, mas a imagem do Grêmio poderá sair arranhada. Por isso o Grêmio precisa agir.. Esse é um tipo de assunto que dá muita notícia sensacionalista de amplitude nacional e internacional. Não seria nada bom para o Grêmio se a FIFA receber um tipo de informação, mesmo sensacionalista, que “Há trabalho em condições subumanas de operários da construção da Arena do Grêmio que poderá sediar jogos da Copa do Mundo.
    Isso precisa ser resolvido logo, mesmo que o Grêmio não tenha responsabilidade objetiva, o Grêmio pode sofrer implicações diretas do problema. Eu acho que a Diretoria deveria atuar claramente e urgentemente para pressionar a resolução desse grande confusão e impasse.
    Abraços

  23. A OAS ta no papel dela, como qualquer construtora, sempre tenta tirar o máximo dos clientes e dos trabalhadores pra ter o maior lucro possível, nada fora do normal.
    Tem que dar o que pede a lei trabalhista e respeitar normas de segurança e saúde, o resto é frescura.

    o CW disse bem: Advogado e Engenheiro não falam a mesma lingua!

    absurdo é a GE não ter um quadro recheado de técnicos, mas sim cheio de cargos políticos.

  24. Assembleia de trabalhadores da Arena decidirá, na próxima quarta-feira, se aceitará a proposta da construtora OAS para aumento de salários. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Rio Grande do Sul (SITICEPOT), o percentual de reajuste chegará próximo dos 10% reivindicados.

    Segundo o presidente do SITICEPOT, Isabelino Garcia, todos os operários participarão da decisão. As tratativas com a construtora garantiram que os funcionários terão direito a passagens de avião para realizar as viagens de volta ao seu estado de origem, nas chamadas “baixadas”. O intervalo entre as viagens patrocinadas pela empresa, no entanto, permanecerá o mesmo, de acordo com a proposta: de quatro em quatro meses. Em relação às moradias, a construtora precisa resolver problemas do alojamento interditado na área da Arena, onde moravam 45 pessoas. Os 350 funcionários estão distribuídos em outros alojamentos nos arredores do futuro estádio do Grêmio e em três hotéis na avenida Farrapos.

    Além da concordância dos trabalhadores, a construtora precisa da anuência da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego no RS para retomar as obras. A construção foi embargada por fiscais na última terça-feira, devido a irregularidades no alojamento e no canteiro de obras.

    Sinceramente, não da pra esconder possíveis problemas da OAS, mas acho que a briga é muito mais por aumento de salário e viagem a suas cidades natais do que pelas condições de trabalho. Estamos falando de uma categoria que troca de empresa por 50 pila de aumento

  25. novamente e com todo respeito aos trrabalhadores, gostaria que os quem critica exlusivamente a OAS, acompanhasse os novos alojamentes que serao disponibilizados a eles no momento da entrega e 30 dias depois e verao o estado.
    é justamente o que o Rafael comentou: “O assunto é complexo e tem muito jogo de interesse entre trabalhadores, sindicatos e contrutora”.
    tche se derem uma suite a cada um, pode ter certeza que receberao de volta destruida…

  26. Já comi a feijoada do covi da RBS ali na frente da sempre muito melhor Santo Antônio. E sou especialisa e feijoada. E digo prá vcs, não presta. Sério. Não presta. A propósito será que o tema do almoço será a interdição ou a lavagem de dinheiro dos patrões ….. Esqueçam. Nestá época feijoada índigesta, mais gosto é o bacalhau do by regis. Tô fora.

  27. Dalmir, essa tua manifestação foi o fim da varzea…
    Então tudo que é peão merece ser tratado dessa forma por ser peão???

    Vamos nos respeitar…Vamos respeitar os trabalhadores da construção civil, independente deles serem gaúchos ou baianos.

  28. Josias nos trouxe vários links interessantes de serem lidos sobre a forma que a RBS “lava” seus recursos…
    E nada disso é divulgado em lugar nenhum. Opa, lugar nenhum da grande mídia.

  29. 0 CPovo tá divulgando..mas esses links estão aonde mesmo?

  30. acho que o Gremio tem a ver com as más condições da obra sim, no minimo por espirito solidário, que é a propria alma do clube desde os tempos de Eurico Lara.
    lamento que pela eterna briga interna que mina o clube hpa décadas, foi excluido da G.Empreendimentos um especialista de altissima competencia, exsperiencia e capacidade de dialogo que se chama Evandro Krebs, engenheiro de segurança de renome nacional na area de segurança do trabalho.
    Como é ” de outra corrente ” … aí ” é inimigo ” para os pobres de espirito.
    Lamento também a saida do Adalberto Preiss, da G.E. acho que o clube tem que fazer sim um “governo paralelo” a respeito do andamento da obra.
    cbimbi

  31. Dalmir, estou contigo nessa. O fato é que esses caras não estão nem aí pra OAS ou condições de seus funcionários, a coisa é essa POLITICA rasteira que alguns insistem em alimentar no Grêmio. Depois é isso mesmo que tu falaste, quem nunca frequentou um canteiro de obra estranha. Daí só uma dúvida, não sei se estranha o canteiro de obra ou estranha o trabalho, enfim acho que isso é choro eterno de derrotados em pleitos que tentam atingir seus opositores indifentes de atingirem antes ao Grêmio.

  32. também registro minha contrariedade – como gremista – a conselheiros ficarem mandando e-mails corneteando a obra – ao coloradaço mombach, fofoqueiro-mor das coisas do Gremio

  33. Como será que o flavio/floripa conceituava a politica do clube no ano passado?

  34. Dalmir humanidade faz bem quem trabalha na construção civil é ser HUMANO
    Flávio floripa reclama veementemente de quem critica, fiscaliza e se revolta com os rumos e desmandos do clube, mas NUNCA compromete sua palavra com opinião ou proposta. É o vigilante dos vigilantes… Vê política em tudo e politicamente desqualifica quem se manifesta.
    Faço minhas as palavras do Bimbi sobre o Evandro e de outra manifestação sobre a composição Política da GE.
    Sobre o fato em si, todos sabemos o que significa uma empreiteira e o poder que elas tem. O Grêmio que se cuida para não ser patrolado durante a obra receando algo aquém do desejado e fora do combinado. O estádio tem que chegar ao final dos 20 anos em condições compatíveis com o desgaste do tempo

  35. Dalmir humanidade faz bem quem trabalha na construção civil é ser HUMANO
    Flávio floripa reclama veementemente de quem critica, fiscaliza e se revolta com os rumos e desmandos do clube, mas NUNCA compromete sua palavra com opinião ou proposta. É o vigilante dos vigilantes… Vê política em tudo e politicamente desqualifica quem se manifesta. 
    Faço minhas as palavras do Bimbi sobre o Evandro e de outra manifestação sobre a composição Política da GE.
    Sobre o fato em si, todos sabemos o que significa uma empreiteira e o poder que elas tem, a omissão em fiscalizar a obra pode fazer com que nos entreguem um estádio fora do combinado.
    Se alguém nesse assunto todo deve ser recriminado não são os que estão preocupados com o desgaste mas sim os que o estão provocando.

  36. cesar, on 04/03/2011 at 19:42 said:
    acho que o Gremio tem a ver com as más condições da obra sim, no minimo por espirito solidário, que é a propria alma do clube desde os tempos de Eurico Lara.

    lamento que pela eterna briga interna que mina o clube hpa décadas, foi excluido da G.Empreendimentos um especialista de altissima competencia, exsperiencia e capacidade de dialogo que se chama Evandro Krebs, engenheiro de segurança de renome nacional na area de segurança do trabalho.

    Como é ” de outra corrente ” … aí ” é inimigo ” para os pobres de espirito.
    Lamento também a saida do Adalberto Preiss, da G.E. acho que o clube tem que fazer sim um “governo paralelo” a respeito do andamento da obra.
    cbimbi [2]

  37. Lamento que pela eterna briga interna que mina o clube hpa décadas, foi excluido da G.Empreendimentos um especialista de altissima competencia, exsperiencia e capacidade de dialogo que se chama Evandro Krebs, engenheiro de segurança de renome nacional na area de segurança do trabalho.[3]

  38. felizmente já vislumbro o fim dessa briga que mina o clube: proxima eleição do conselho a ex-3a via bota uns 30% de conselheiros pra acabar com as disputas de vaidade

  39. Dá-lhe terceira via.

  40. Coisas absurdas que li neste debate.

    1. Que quem perdeu as eleições não pode criticar os erros de quem ganhou. Se fizer isto está atuando contra o Grêmio.

    2. Que operários que trabalham na construção da Arena são uns malandros aproveitadores, só porque reclamam das condições impróprias e baixo salário que existem em todas demais canteiros de obra. Ou seja, se todos demais são explorados e ficam quietos, estes aqui são aproveitadores porque estão se aproveitando de uma obra de maior visibilidade.

    3. Que R$ 1.000,00 é um baita salário. Quem o recebe deve ficar felicíssimo.

    4. Que a forma de avaliar se um determinado salário da construção civil é um bom salário, é compará-lo com o salário de de um trabalhador mal pago de outra profissão que exige conhecimento de informática e de inglês. Ora, se aquele infeliz se aguenta com R$ 900,00 porque este miserável pedreiro se acha no direito de querer mais que isto?

    5. Que este estado de coisas é assim mesmo e ponto final. Quem não concordar com isto que cale a boca. Afinal, faz parte do justo direito das digníssimas e nobres construtoras, que não estão envolvidas com nenhuma corrupção pelo Brasil afora, aumentar seus parcos rendimentos espremendo seus indignos e aproveitadores operários o mais que puderem.

    6. Que este tipo de pensamento é o mais coerente para aqueles quem têm experiência no ramo da construção. E quem não pensa assim é porque não entende nada do assunto. E se fosse trabalhar no ramo, obviamente seria obrigado a pensar assim. Afinal quem pode questionar a nobilíssima OAS?

    E assim caminha a humanidade.

  41. Mas voltando ao Grêmio, que é o que interessa…..

    DÁ-LHE terceira via.

    E que se juntem a estes “noviços” todos os que muito se dedicaram ao Grêmio, mas já cansaram da velha e (agora) falida polarização. De um lado é vaidade, do outro, politicoesclerose. Duda foi um erro crasso e enterrou uma dinastia cansada e desgastada.

    Palmas para os que trabalharam exitosamente por um Grêmio grande. Admiro-os mais que aos Renato, Paulo Nunes, Jardel e Danrlei. Estes últimos foram consequência dos bons dirigentes. Aqueles é que são os primeiros heróis do clube. Mas TÁ NA HORA DE SANGUE NOVO.

    Em tempo: Não moro no RS, não conheço ninguém do Prata e não tenho procuração para defender ninguém. Nem sou puxa-saco de ninguém.

    Só quero um GRÊMIO COM SANGUE NOVO.

    A ARENA vai ser o novo coração do Grêmio. Precisará SANGUE NOVO.

  42. Alguem ainda não reparou mas o Renato está se tornando um Silas, só que com comando. Preteri Fernando, Mário Fernandes e Escudero a Bruno Collaço que incrivelmente , se tornou a primeira opção para mudar o jogo! Dá liberdade de jogo a ruindade Gílson e breca Gabriel. Escala Carlos Albetro e Douglas juntos matando dois com uma cajadada só! Se alguém não alertar Renato morreremos abraçados num treinador que por ser ídolo in contest parece que fica imune a críticas.

  43. [...] custa absolutamente nada para o Grêmio nem para a OAS reservar lugares para os operários da obra da Arena no estádio Olímpico Monumental. Afinal de contas, eles são os responsáveis diretos por erguer o [...]

  44. Meu pai era filho de operários.

    Eu sou filho adotivo.

    A minha mulher já passou fome porque os milicos ferraram o pai dela na ditadura.

    Me dou muito melhor com os funcionários da Unisinos e do meu prédio do que com a maioria dos vizinhos.

    Por que? Porque, assim como dizem os índios:

    “Quando o último rio secar, quando a última semente deixar de brotar e quando o último guerreiro descansar, só aí é que o branco vai saber que dinheiro não se come.”

    O Grêmio possui uma responsabilidade social da qual não se dá conta. A criatividade é tolhida pela tecnocracia. A falta de respeito se dá pela ignorância e pelo esquecimento propositados acerca do passado.

    Não estou falando especificamente de um ou de outro dirigente nem de um ou de outro movimento: pensa-se muito mais em posse do que em compartilhamento. E gentileza gera gentileza.

    []‘s,
    @heliopaz
    Núcleo de Com & Mkt
    GRÊMIO DO PRATA

  45. Gostaria de ler qual o sentimento dos companheiros gremistas do G4 em relação ao assunto do post. Talvez acreditem que “não vale a pena” discutir! Acho um erro, pois , como gremista, seria importante saber se estão concordando ou não com a falta de solidariedade da Instituição para com os cidadãos trabalhadores que estão levantando nossa nova casa. De minha parte, acho revoltante a omissão do meu clube! Aliás, há inclusive responsabilidade solidária – com a OAS – coadunada com os contratos e condições de trabalho. Pena, mas faltou grandeza e comprometimento para com o Grêmio, ao não manterem Preis e Evandro na GE! O Grêmio teria de estar acima de TUDO!!! Faltam 18 meses para as próximas eleições para o CD. Esse colegiado AINDA representará a todos os associados!!!

  46. Correção: faltam 30 meses para ….do CD (o mandato é de 3 anos).

  47. Em grande parte da Europa um Pedreiro chega para trabalhar de automóvel e ninguém acha um absurdo. Aqui tem que ser miserável, dormir em rede, comer pão seco… Feijão nem pensar (prato a 65 pila no litoral). Ficar Jogado às Traças. Desigualdade social é boa só para quem explora e não tem escrúpulos. Onde estão os dirigentes do Grêmio e da Arena? Preparando a caipira para a feijoada? Estivesse isto acontecendo com a outra direção (Preis, Krebs, Saul) e estariam todos explicando e resolvendo o problema. Agora as prioridades são outras Bimbi e Almeida. Feijoada, caipira, imprensa, celebridades, vitrine. E pensar que o Dr. Preis recebia a todos os gremistas a qualquer hora, em qualquer lugar, para tirar todas as dúvidas sem nunca ter chamado imprensa para fazer farra. Os tempos de Puppi Baggio voltaram. O mesmo que diz que R$1.000,00 é um senhor salário acha que vinho de R$250,00 é para sagu, coisa de ratão.

  48. O GREMIO PRECISA URGENTE , PEDIR PRA OAS REVERTER ESTE QUADRO ( IMAGEM ) ok . E TBM PRINCIPALMENTE FISCALIZAR E MUITOOOOO OS ” MATERIAIS de CONSTRUCAO e SUA QUALIDADE ” OK .

  49. Já que este blog é das viúvas do Preis, que eu acho excelente como dirigente, convém lembrar que a obra foi iniciada na sua gestão, e as condições dos operários, que não são boas, acho que eram bem piores na sua época. De qulquer modo, as greves sempre existiram e esta não será nem a primeira nem será a última.
    Se cada vez que acontecer um fato como este parar também o processo de divulgação da Arena, vai ficar muito pior. Parabens para quel idealizou a feijoada no litoral. Os secadores não precisam ir, porque aí sim a feijoada vai ser indigesta para todos. Fiquem em casa secando paa dar tudo errado, inclusive que o Gremio perca paa o Caxias e seja eliminado da libertadores, que aí vocês ganham a próxima eleição.

  50. Hahahahahahahahaha. Os baba-ovos da primeira dama, eternos secadores, apareceram. Hahahahahahahahahahahaha. Olha que feijoada com traíra causa indigestã. Hahahahahahahaha.

  51. Amigos tricolores,

    Caro Hélio, numa sociedade aonde o “ter”, cada vez mais, sobrepõe-se ao “ser”, sempre me ensinaram que o estádio de futebol era um dos poucos lugares em que o mais humilde operário e o mais rico empresário se irmanavam em igualdade. Dentro do estádio, a voz de um e de outro não eram distintas. O time é empurrado por essa confluência da diversidade. Valores nobres, sem sombra de dúvidas e que deveriam atravessar os anos.
    E foi exatamente por que assim aprendi que me chamaram a atenção quatro coisas muito simbólicas no episódio antes de escrever o texto.
    Primeiro, a kafkiana feijoada no meio de um turbilhão de acontecimentos. Segundo, a indiferença do Clube com os fatos ocorridos. Terceiro, o deslumbramento que cega (por mais importante que seja para a história do clube, a Arena não pode servir de motivo para justificar tudo e qualquer coisa). Quarto, a fiscalização que não fiscaliza.
    Quanto ao primeiro, acho que ficou claro no texto. Quanto ao segundo, efetivamente foi o que mais me chocou enquanto cidadão. Para tentar achar uma resposta ou justificativa para esta indiferença (e avaliando outros fatos que ocorreram), terceiro, cheguei à conclusão de que, simplesmente, o Grêmio não consegue ver um palmo a sua frente quando o assunto é a Arena. O que nos leva ao quarto item. Seria muito simples ao Grêmio verificar o que estava ocorrendo se, efetivamente, a fiscalização funcionasse. Do jeito que ocorreu, fica a desconfiança sobre a capacidade de nossas estruturas em fiscalizar o que a OAS vai nos entregar. O que é MUITO preocupante num outro nível.
    Nunca foi “corneta” . Pelo contrário: quem defende a aplicação dos valores da Instituição Grêmio, inclusive na construção da Arena, apenas está querendo que o seu clube tenha uma boa imagem.
    Os valores de uma instituição devem ser aplicados, inclusive quando inconveniente para alguns.
    Mas, enfim, um erro somente é realmente um erro se não se aprende nada com ele. Aí, como disse o Maurício, se o Grêmio passar a exigir de seus parceiros o respeito aos seus valores e o cumprimento da legislação, o episódio todo terá cumprido um papel.
    Contudo, antes, o episódio necessita ser visto como negativo pelas esferas competentes, o que não parece ser o caso.
    O deslumbramento que levou à cegueira, que levou à indiferença que, por sua vez, levou à realização da feijoada é o que deve mais preocupar…

    P.S. – Fiz parte da Terceira Via, sim, e hoje estou com os Sócios Livres. O texto tem muito mais a ver com a indignação pelo ocorrido do que com qualquer ato político. Lamentável é a postura daqueles que acreditam que a crítica é sempre destrutiva… Ou se está a favor da situação ou contra o Grêmio? O apoio é incondicional DENTRO DO CAMPO. Fora dele, não há nada de errado em exigir um mínimo de responsabilidade social!

  52. Tiago, sem palavras, mataste a pau. Parabéns.

  53. Marcio Borges antes de tudo pensa e defende seus ídolos e correntes, depois vem o Grêmio para ele temos que assistir calados aos erros e desmandos e apaludir tudo como focas de circo.

  54. Marcio a obra foi embargada AGORA sem insinuações e achismos não misture as coisas

  55. Tiago, sem palavras, mataste a pau. Parabéns.[2]

  56. Marcos Moraes, on 05/03/2011 at 01:29 said:
    Mas voltando ao Grêmio, que é o que interessa…..
    DÁ-LHE terceira via.
    E que se juntem a estes “noviços” todos os que muito se dedicaram ao Grêmio, mas já cansaram da velha e (agora) falida polarização. De um lado é vaidade, do outro, politicoesclerose.

    Duda foi um erro crasso e enterrou uma dinastia cansada e desgastada.
    Palmas para os que trabalharam exitosamente por um Grêmio grande. Admiro-os mais que aos Renato, Paulo Nunes, Jardel e Danrlei. Estes últimos foram consequência dos bons dirigentes. Aqueles é que são os primeiros heróis do clube. Mas TÁ NA HORA DE SANGUE NOVO.
    Em tempo: Não moro no RS, não conheço ninguém do Prata e não tenho procuração para defender ninguém. Nem sou puxa-saco de ninguém.
    Só quero um GRÊMIO COM SANGUE NOVO.
    A ARENA vai ser o novo coração do Grêmio. Precisará SANGUE NOVO.

  57. L. Madoff, on 05/03/2011 at 20:47 said:
    Em grande parte da Europa um Pedreiro chega para trabalhar de automóvel e ninguém acha um absurdo. Aqui tem que ser miserável, dormir em rede, comer pão seco… Feijão nem pensar (prato a 65 pila no litoral). Ficar Jogado às Traças. Desigualdade social é boa só para quem explora e não tem escrúpulos. Onde estão os dirigentes do Grêmio e da Arena? Preparando a caipira para a feijoada? Estivesse isto acontecendo com a outra direção (Preis, Krebs, Saul) e estariam todos explicando e resolvendo o problema. Agora as prioridades são outras Bimbi e Almeida. Feijoada, caipira, imprensa, celebridades, vitrine. E pensar que o Dr. Preis recebia a todos os gremistas a qualquer hora, em qualquer lugar, para tirar todas as dúvidas sem nunca ter chamado imprensa para fazer farra. Os tempos de Puppi Baggio voltaram. O mesmo que diz que R$1.000,00 é um senhor salário acha que vinho de R$250,00 é para sagu, coisa de ratão.[2]

  58. [...] Direto do Grêmio 21: Um conto de Kafka: A Feijoada de Interdição da Arena – Motivos para Comem… Publicado em 04/03/2011 por gfbpa [...]

  59. É uma vergonha, e não me venham dizer que o Gremio não é responsável. É responsável, e mais, negligente e omisso, uma caracteristica do Gremio de todos os tempos.

    Tudo deve ser revisto, contrato com empregados, horas extras, fim social e outros. Se OAS não cumprir com as leis trabahistas o Gremio é responsável solidário e terá que arcar com tais despesas.

  60. Aham… E o carnaval lotando a tv! Vida longa ao Braziu.

  61. Tiago,

    Nosso núcleo de Comunicação e Marketing parte do pressuposto de que o Grêmio significa a IDENTIDADE de milhões de pessoas: muitos são mais gremistas do que profissionais, pais, descendentes da etnia x ou adeptos da religião y.

    Então, o papel SOCIAL do clube consiste em pensar uma infinidade de ações conectadas em rede, mas que só trarão lucro financeiro ao clube se tiverem a sua gênese no compartilhamento, na solidariedade e na troca constante de ideias entre gremistas de origens bastante heterogêneas, pois é a diversidade que traz consigo a pluralidade.

    Muitas cabeças bem diferentes pensam melhor do que uma ou outra que tenham excesso de afinidades e carência de diferenças entre si. Sabemos que não temos a experiência nem o tempo de Grêmio suficientes para sermos a fonte de todas as soluções, mas sabemos melhor ainda que o G4 e o G7 possuem falhas abomináveis que quase causaram a morte do cube. Por outro lado, as virtudes de duas facções demasiadamente homogêneas na sua formação não poderiam ser repelidas nem ignoradas pela facção rival.

    E é aí que está o grande problema do Grêmio: ao invés de compartilhar, tomar posse. Ao invés de pensar em uma incontável quantidade de gremistas com um potencial monstruoso de consumo como indivíduos que pensam e que sentem o Grêmio e a vida de diversas formas, pensa-se em incuir apenas aqueles que possuem uma renda mínima a partir de um determinado patamar.

    O modelo de mensalidades caras e de ingressos caros não condiz com a realidade financeira do país. A Arena não pode ser elitizada e o coração do Grêmio é ter uma torcida que não desiste nunca e que segura o time no gogó até mesmo em momentos nos quais contamos com verdadeiras nulidades dentro e fora do campo.

    Se o Grêmio virar clube de “bacana”, não vai mais ter estádio cheio e, quem for, vai agir quase como torcida de tênis.

    O modelo a ser seguido é o alemão, jamais o inglês, o espanhol ou o italiano.

    Conversaremos, amigo!

    []‘s,
    @heliopaz
    Núcleo de Com & Mkt
    GRÊMIO DO PRATA

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