Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL, dando continuidade ao tópico PALAVRA DE GREMISTA, apresentam a entrevista com o conselheiro tricolor, colaborador e comentarista de nosso Blog CARLOS JOSIAS MENNA DE OLIVEIRA.
Leiam, comentem e conheçam um pouco mais sobre Carlos Josias.
Gremista desde quando?
Eu nasci em Rio Grande e vim para Porto Alegre bem menino.
Meu pai tinha sido jogador profissional do vovô tricolor e teve a sua época de glória junto com grandes ídolos daquele tempo. Para quem não sabe, o SC RIO GRANDE (mais velho clube do Brasil, fundado em 19.07.1900, dia do futebol, decretado pela CBF) foi padrinho do nosso Grêmio, veio a Porto Alegre para o apadrinhamento. O Grêmio, no inicio da década de 60 emprestou o Bugre – Alcindo – para o Rio Grande e ele se tornou goleador do campeonato gaúcho naquele ano, formando dupla com um atleta papa areia chamado Jesus. Fim do ano, consagrado, Alcindo foi repatriado pelo Grêmio; ele veio de volta para Porto Alegre, e com ele veio o meu coração: eu que já era tricolor, fiquei fanático pelo Grêmio.
Num jantar farroupilha, há uns 15 anos, contei esta história para o Bugre, e ele encheu os olhos d´ água. Foi o maior centroavante que vi jogar e junto com Renato Portaluppi, o maior jogador de toda a história do Grêmio que vi em campo com a nossa camisa!
- Desde que época integra o Conselho Deliberativo do Grêmio?
Em 1994 eu cheguei ao pátio do estádio para votar em eleição do CD. Comecei a receber cumprimentos de diversos amigos e não sabia por que. Aí me disseram, estás na chapa do CD. Eu não sabia. Meu nome fora sugerido pelo Dr. Renato Moreira ao Dr. Cacalo e fui incluído. Nunca pedi para ser incluído e muito me honrou ter sido lembrado. Entrei como suplente em 1994 e na eleição seguinte como titular, ou efetivo, e também, da mesma forma, fiquei sabendo da inclusão depois, não postulei, o ingresso se deu pela generosidade do Renato e do Cacalo em reconhecer no meu trabalho uma contribuição ao clube, que sempre entendi modesta.
- O senhor já participou de alguma direção ocupando algum cargo no Clube?
Sim, coincidência ou não, entrei para o Grêmio junto com o Danrlei em 1993…
O Dr. Fábio Koff tinha assumido um Grêmio quebrado, deixado pela gestão anterior que havia perambulado pela segunda divisão; tínhamos dificuldades até para pagar a conta da luz; ele e o Cacalo começaram a montar uma equipe para reerguer um clube sem crédito, combalido, e que vivia da saudade dos títulos; pois mudou. Não tenho dúvidas de que foi o período mais glorioso da história do clube; tirante os gauchões, que nem me lembro mais quantos foram, a não ser que um foi com o time reserva, o Banguzinho – foi a única vez na história que uma direção teve peito de por o time reserva para disputar o gauchão inteiro e ganhamos o campeonato – bem depois sucederam-se títulos, em 94 a Copa do Brasil, em 95 a Libertadores da América, em 96 o Brasileiro, em 97 novamente a Copa do Brasil… Ainda teve o Super Campeonato Brasileiro e a Recopa.
Enfim, foram tantos títulos que fica difícil contar em especial os do exterior.
Fui diretor jurídico, e sai no final de 1997 quando assumiu a gestão Guerreiro e veio a ISL.
Voltei em 2005 como Vice Presidente com o Grêmio na 2ª divisão e, de novo, quebrado; voltamos para a primeira, Batalha dos Aflitos, vencemos dois gauchões, chegamos a uma final de Libertadores depois de um Brasileirão magnifico e em outubro de 2007, depois de discordar do Presidente Odone, que queria que o ex Governador Antônio Britto assumisse a Presidência do Clube, renunciei à Vice Presidência.
Deixo bem claro, mas bem claro mesmo que, toda a minha contribuição nestes períodos foi modestíssima mas, e tudo na vida tem um mas, por coincidência, após sair em 2007 a Gestão Odone não pôs mais nenhuma faixa no peito: afirmou, não foi a minha falta, por óbvio, que levou a isto, mas aos desmandos de um Presidente que perdeu o controle sobre o clube por vaidade pessoal e coordenação ditatorial.
Não fosse o Krieger assumir o futebol talvez estivéssemos atirados na 2ª divisão de novo; por isto rechaço e repudio manifestações do tipo Odone nos tirou da 2ª divisão…
Conversa…Ninguém ganha e ninguém perde sozinho. O período glorioso de 93 a 98 só foi estupendo porque éramos um grupo unido e que pegava junto e porque todos trabalhavam engajados somente pensando no clube. O Grêmio, em 2005, só retornou e chegou aonde chegou porque havia um objetivo único: o Grêmio. Quando começou o individualismo e o estrelismo, o ´eu sou o cara` ´eu mando faço e aconteço` a gestão Odone afundou e não ganhou, repito nada de nada !
- As últimas eleições do Grêmio (Conselho Deliberativo e Presidência) marcaram o início da organização dos associados/conselheiros em grupos, em movimentos. Qual a sua opinião sobre isso? É legítima essa forma de organização?
É da essência da democracia o pluripartidarismo.
O nosso Grêmio está experimentando e ainda engatinha para entender bem o sistema, por isto tantos desencontros de grupos, tantas dificuldades para entendimentos. Mas não era mais possível viver sob o regime arcaico e ultrapassado de poucos mandando em tudo.
Ainda vamos enfrentar muitas barreiras, ainda vamos sofrer desgastes com isto, mas corremos para uma forma atual de governo, não tenho dúvida alguma de que isto é para o bem do nosso Grêmio, esta forma é mais do que legitima, ela é necessária, imperiosamente necessária. Precisamos ainda romper muitas barreiras, mas tenho certeza que andamos a passos largos para isto, logo ali adiante vamos encontrar um caminho mais participativo para a vida administrativa e política do Grêmio.
- Como surgiu o seu Movimento – Grêmio Imortal – e ele é composto por quantos integrantes?
O Grêmio Imortal nasce, na verdade, em 1993 com o grupo formado pelo Dr. Renato Moreira para compor o Jurídico da ocasião. Era um domingo, eu estava na minha casa com minha família, e o Dr. Renato, meu colega de turma na faculdade, e amigo pessoal, apareceu e me intimou: fui chamado pelo Cacalo e pelo Dr. F. Koff para montar o jurídico que vai tocar as coisas do Grêmio com eles daqui prá frente, e estou te convidando para fazer isto comigo.
Eu nunca tinha entrado na administração do clube, frequentava somente os jogos e as sociais; topei e fomos escolhendo os advogados que iriam nos fazer companhia, Brentano, atual Presidente do Conselho Fiscal, Alberto Guerra, hoje Vice Presidente, Luciano Hocsman, hoje Vice Presidente da Federação Gaúcha de Futebol… Enfim, diversos colegas hoje bem conhecidos de todos.
Ali era o embrião do Grêmio Imortal, agregando-se depois vários outros dirigentes, amigos, sócios, enfim, uns mais outros menos conhecidos do publico, mas todos altamente engajados nos interesses do nosso Grêmio, entre eles Denis Abrahão, Kevin Krieger, Marcos Herrmann, também Vice Presidente hoje, Pedro Ruas, Raul Régis de Freitas Lima, hoje Presidente do CD, Juliano Ferrer, de tantas façanhas como diretor jurídico do clube.
Enfim impossível citar todos. O grupo está aberto a todos, pois no inicio parecia um grupo só de advogados homens. Hoje temos homens, mulheres, meninos, meninas, engenheiros, comerciantes, vendedores, corretores de seguros, de imóveis, estudantes – muitos – taxistas, brancos, negros, alemães, italianos, libaneses, judeus, um grupo heterogêneo de profissões mas homogêneo de pensamento e amor ao clube.
Quanto ao número de componentes do grupo como não é a minha área, eu confesso que não poderia afirmar isto com absoluta precisão, mas certamente não menos que 250 integrantes cadastrados.
- Os gremistas que quiserem participar do seu grupo, como podem proceder?
O ingresso no grupo pode se dar encaminhando pedido ao Thiago (tbrunetto@gmail.com) que ele fará um cadastro, ou mesmo para o meu email (cajosias@terra.com.br) que eu encaminho ao setor correspondente.
- Qual a sua opinião quanto a profissionalização do Clube? Ainda existe espaço para o trabalho gratuito do torcedor/associado?
A profissionalização é imperiosa, uma necessidade, tanto quanto foi a mudança estatutária e quanto foi o pluripartidarismo. Mas também imperioso que a supervisão se dê por homens ligados emocionalmente ao clube, dirigentes ditos abnegados, conselheiros ou não que devem obrigatoriamente cobrar resultados dos profissionais que se não estiverem correspondendo devem e merecem ser substituídos.
- Qual o jogo do Grêmio que mais lhe marcou?
Essa pergunta clássica é quase impossível de ser respondida, porque o nosso Grêmio me marcou em muitos jogos, mas muitos mesmo, para não fugir da raia. Vou escolher o do MUNDIAL DE 1983.
Aquela taça que repousa no nosso memorial tem as digitais de Pelé, o maior jogador de todos os tempos e foi do Santos por 2 vezes o maior time de futebol de todos os tempos com Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Tem as digitais do Maradona, tem as digitais do Zico, do Beckembauer, do Platini, meu Deus do Céu, do grande holandês Cruyff, e aquela taça, meus amigos, tem as digitais do RENATO PORTALUPI, do DE LEON, quem pôs a mão pôs, quem não pôs nunca mais.
Ali não se encontram as digitais do GABIRU! Podem procurar…
Então, com todo o respeito, não dá para comparar. Aquela taça é a maior conquista que um clube de futebol pode ter…
Quem teve, teve quem não teve, nunca mais. Pode botar coroa aqui, ali, por um cetro entre uma e outra para virar bloco carnavalesco (que mau gosto aquilo).
Pode mandar por replica da copa do tamanho de um zepelim na frente do estádio, não adianta, o nosso nível é outro, bem superior, a distância é oceânica…Gostem ou não
- Qual o melhor time do Grêmio que já viu jogar?
Depois do que disse acima, só poderia eleger o de 83; o Dr. Fábio Koff já disse que o de 1996 era superior; pode ser, mas o de 83 chegou lá e isto acaba tornando aquele mais relevante.
- Defina o Grêmio em uma palavra.
Paixão
- Alguma manifestação final.
Penso que esta fase de adaptação do clube ao novo sistema de integração ao CD e a formação de grupos políticos entre tantas vantagens trazidas vem também com algumas dificuldades que o tempo vai ensinar, a todos, como lidar com elas.
No afã de quem sabe querer ajudar o clube, participar ou dar boas idéias, tenho visto ouvido e lido, me desculpem, muita bobagem, muita ofensa e muita injustiça com alguma freqüência. Uma coisa é estar ´de fora` do clube sem ter a menor idéia do que se passa lá dentro, principalmente para quem nunca entrou e talvez nem saiba aonde fica a sala da presidência e a outra é estar lá e ter que decidir todos os dias, O trabalho lá dentro coloca os dirigentes na obrigação de se matar um leão por dia e em situações de se estar dentro de um triturador.
Sei, sei, que vai para lá tem que estar preparado para isto, mas indago: e quem está aqui fora criticando e criticando e criticando tem solução mágica para problemas que pensa ser simples? Não, não tem, e normalmente as soluções simplistas são ridiculamente absurdas. O que só não se diz para não se ferir pessoas que, em regra, em regra, veja bem, em regra são bem intencionadas.
Lembro-me de um movimento que apresentava dezenas de idéias de como mover melhor o marketing e o obter recursos para o clube, com incentivo a gremistas no interior do estado, etc etc etc… Tudo que era colocado naquele blog era tido por quem sabia como sugestões bem intencionadas mas já tentadas, algumas, e outras absurdas, que não dariam certo.
Em 2005 quando entrei no clube como vice, um dos lideres do movimento foi chamado e a ele foi posto na mesa: toma, faz o que tu quiser. Viaja, vai, e te vira, coloca em prática todas as tuas idéias…
Todas, todas, fracassaram…Hoje, há repetição…
Bem, o Krieger, por exemplo, foi alvo de incontáveis agressões. Hoje todo mundo comemora um Grenal que vai para a história. O Mario Fernandes virou o nome do jogo, mas ninguém diz que foi ele, Krieger, que foi lá discretamente repatriar o menino, ajeitou a vida dele, e propiciou o que se viu no Grenal. O mesmo se diga do Autuori, que foi o Krieger quem bancou…Talvez não dê certo no futuro, mas hoje é o nome do jogo…Então pergunto, já que tanto se criticou CUSTA ELOGIAR? Não dá para ser coerente? Criticar no erro e elogiar no acerto?
E o Souza que apostavam que não ficaria porque a negociação estava sendo equivocadamente conduzida, está lá por mais 3 anos! E o Maxi Lopes, quanto se ouviu que ele não era jogador de futebol, que não jogava nada, não custa agora chegar e dizer: puxa, me enganei, o cara é bom jogador…
A critica graciosa, às vezes ofensiva, desproposital e muitas vezes anônima, beira à covardia.
O Grêmio esta ai com um grande projeto ARENA que está sendo apoiado por quase todos os grupos políticos do clube, a exceção do Grêmio Acima de Tudo, a quem nutro profundo respeito e carinho face seus integrantes, o restante dos grupos políticos do Grêmio incentiva o projeto; pô, não dá para deixar andar isto tem que haver todos os dias uma paulada aqui outra lá?
A propósito, vou ter que falar nisto: qualquer assunto que se trate surge a Arena em meio a ele…
Invariavelmente são os mesmos que falam sobre ela; quando ganhamos o Grenal que tínhamos um motivo para comemorarmos juntos, todos, POIS SOMOS TODOS GREMISTAS – OU NÃO? – não é que os principais articuladores do contra ARENA não apareceram para dizer uma única palavrinha sequer? O que me deixa irritado é que alguns somente tem frases, palavras, e textos de reprovação, nunca um elogio, nunca um carinho: isto diferencia o Bernardon de tantos, mas me constrange em saber que alguns Gremistas pensam mais em suas teses do que no clube.
Não sou mais importante do que ninguém, mas tive duas passagens exitosas no clube (nem falo em competente, falo em exitosa), e senti na pele o que é estar lá dentro. Depois que se entra lá para dentro, muita coisa muda na cabeça da gente. Eu fiquei sozinho no episódio ISL, com mais um ou dois talvez – sozinho que digo e com referência a ir par a mídia abrir a boca – e na época fui tachado de louco, é verdade, sei disto, mas me poupem, nada tem a ver a ISL com a ARENA e mais do que isto, o Grêmio de hoje tem outro comando.
Penso assim que a política do clube pode ser feita, e vou dizer a isto a todos, a todos, me incluo a fim de que haja uma conscientização ampla disto, mais educada, menos precipitada, mais contributiva, menos ofensiva, e que se pense bem antes de se atirar pedras, bem pensado, afinal todos querem o bem do nosso Grêmio, e acho que algumas vezes isto não transparece. Mas de se reconhecer, estamos bem melhor nisto, estamos andando bem melhor nisto, e de coração espero que continuemos a melhorar PORQUE O NOSSO INIMIGO É UM SÓ E ESTÁ LÁ À BEIRA DO RIO! Saudações tricolores a todos gremistas e gratissimo aos moderadores por esta oportunidade neste espaço.
Arquivado em: Bernardon, Brito, Cacalo, Carlos Josias, Conselho de Administração, Conselho Deliberativo, Fábio Koff, Grêmio Acima de Tudo, Grêmio Imortal, Mundial 1983, Odone, Palavra de Gremista

Demorou, mas finalmente foi feita uma entrevista com o Josias.
Sou suspeito para falar, por conhecê-lo e ter pelo mesmo uma admiração fraternal, mas é uma ótima entrevista.
É como os moderadores escreveram: é ler e comentar.
Conheço o Josias apenas das rádios e daqui do blog. E sempre gostei das manifestações dele. Sempre me pareceu sincero e autêntico.
Com ele não tem lesco lesco.
Show de bola essa entrevista.
Eu posso estar errado, mas o Josias tem uma coisa parecida com Bernardon: é ame-o ou desteste-o.
E acho que o Brunetto escreveu certo, o cara é sincero e autêntico.
Belo post.
gostaria que o josias falasse mais sobre a arena. sobre suas ideias a respeito deste “fabuloso”, “maravilhoso” e “fantástico” projeto. PARA a OAS.
Caro Dr. Josias,
Não te conheço pessoalmente, mas te admiro pela defesa intransigente dos interesses do Gremio, por ser um conhecedor do Clube e da sua história, e pelas sempre sabias palavras em prol do Gremio e, por vezes, destinadas, com fina ironia, ao co-irmão ribeirinho.
Um abraço.
Marcelo: sobre a ARENA tu deves saber que foi criada a Gremio Empreendimentos, e é para lá que tens de dirigir tuas dúvidas, se é que tu não entendeu, mesmo,tudo o que já foi dito, e repetido exaustivamente. A GE tem um Presidente,um homem de caráter intocável, talentoso, um serviçal do clube, talvez o homem que mais entenda, hoje, da estrutura do nosso Gremio e de toda a sua situação economico financeira e patrimonial e jurídica. O homem que instalou o plano estratégico no Gremio. Se tu guardasse a tua ironia, nada finda, e fosses até ele talvez, nao, certamente, seria mais produtivo, prá ti. O Projeto Arena foi discutido quase um ano no CD do clube. Oito comissões foram nomeadas, todas recomendaram, posto em votação houve ampla concordância; houve debates na imprensa; meu grupo, e outros também, promoveram inumeros encontros para discutir a matéria, com engenheiros, arquitetos, entendidos em direito ambiental, economista, até um sociólogo e um psicologo participaram, este para analisar o impacto emocional na torcida, etc. Em reuniões do nosso grupo cuja convocação foi feita através dos orgãs de comunicaçao, fizemos ata de presença e temos em nossos arquivos – vou verificar se o teu nome consta lá. Nestas reuniões a platéia interagia, não sei se fosses a alguma, se desses opinião, se reclamasses, se te insurgisses. eu fiz isto incontáveis vezes. Sei que muitos que escrevem aqui criticando o projeto nao participaram deste processo. Eu tinha muitas duvidas sobre o Projeto no que respeita a ser bom ou não para o Clube e sempre confessei isto. Um dia depois eu escrevi um artigo sob o tiutlo – SOBRE ONTEM A NOITE – em que eu pedia aos deuses do futebol que a decisão do CD fosse a mais acertada. Em algumas questoes venci,noutras fui vencido, e agora rediscutir isto eu não faço mais. O momento ooportuno, Marcelo,passou e como disse não sei se tu participou dele, sei e repito que muitos daqui se quedaram silentes na ocasião e agora surgem do nada. Bem, depois que houve a aprovação, eu dei o assunto por encerrado e me coloquei ao lado daqueles que estão se dedicando,se esforçando, se esmerando, emprestando tempo e serviço para que o Projeto ande e dê certo. Vou te dizer uma coisa, Marcelo, nao deve ser o teu caso, mas tem muito colorado escrevendo em blog para cima e para baixo,que eu sei e conheço,metendo o pau na Arena. Acho que seriamos muito mais úteis ao Gremio se todos nós ficassemos ao lado de quem toca o projeto para que ele caminhe e dê certo. Ficar agora, de fora, torcendo contra. É ruim.
Te respondi ?
“Eu fiquei sozinho no episódio ISL, com mais um ou dois talvez – sozinho que digo e com referência a ir par a mídia abrir a boca – e na época fui tachado de louco, é verdade, sei disto, mas me poupem, nada tem a ver a ISL com a ARENA e mais do que isto, o Grêmio de hoje tem outro comando.”
Errata: Não ficou sozinho, não, Josias. Naquela noite ( 15/12/1999, 240 presentes em Plenário), além de ti, abstiveram-se de votar o Projeto 5 outros Conselheiros: Marcelo Silveira Martins (irmão do Cacalo), Dr. Antonio Augusto Silvério Cruz (médico oftalmologista), Dr. Marco Antonio Costa Souza (advogado, teu desafeto), Desembargador Marco Antonio Scapini e este seu criado. Os últimos dois com pronunciamentos expressos – o teu não me lembro, tenho quase certeza que não ocorreu, vou ver a ata, desculpe-me se olvido – sendo o meu, em questão de ordem, preliminar, efetuado por escrito e abortado pelas intensas vaias dos presentes, o que levou-me, acossado, a emitir apenas um juízo final alertando que não reconhecia, naquela Direção e nem naquele Conselho Deliberativo, poderes para obrigarem-se pelo Grêmio a entregar os próximos 30 anos de sua vida – então, de quase cem anos – ao comando e à dependência total de uma empresa cuja idoneidade e competência só se conhecia por notícias de imprensa. Nem era de se invadir o mérito. Passei vexame, quase me atiraram tomates, não me deixaram falar. O dr. Scapini, , logo depois, disse uma frase singular: “eu li, sim, senhores, os contratos. Mas, sinceramente, gostaria muitíssimo de não ter lido…” Sucumbimos, 234 votos a seis.
Então Josias, não ficaste sozinho, não, nas tuas intenções, ditas, depois, manifestadas em outros auditórios ( a mídia) que não o adequado, aquele de verdade, o Conselho Deliberativo. Lá, outros passaram a vergonha de serem apupados e ostensivamente contestados – quase que ironizados – por pronunciamentos candentes e apaixonados ( lembra o do dr. Flávio Lúcio Scaff, chamando os contestantes de inconscientes ou despreparados ?) em prol da excelência do negócio.
A ata de tal infausta reunião deve estar arquivada no Memorial, com a Ema.
O Projeto YSL era, para todos, uma Cruzada, encetada por meia dúzia de sábios dirigentes, com a chancela de 234 Templários, fanatizados, galvanizados e hipnotizados por um “avenir” redentor. O Santo Graal.
Quando hoje, eu, sobrevivente, como todos, daquele naufrágio, tentando ser eqüidistante e sereno na análise do Projeto Arena e buscando a descoberta efetiva do seu real valor para o clube – envolvido em mais uma hipoteca de seu tempo histórico futuro ( vinte próximos anos) num outro negócio comercial de similar ou maior envergadura, porque apostando, agora sim, o seu patrimônio – presencio e testemunho o mesmo fanatismo medieval, sinto-me atemorizado.
Talvez seja eu, ao fim e ao cabo de uma longa jornada de vida, no mundo lá fora e no interior do clube, efetivamente um inconsciente e um despreparado, como disse o meu amigo Scaff, numa noite perdida de dezembro, nos extertores do século passado ,ali, na sala do Conselho.
Nem por isso, vou deixar de questionar – veja bem, não me opor intransigentemente – o que tem de ser questionado.
Teria muito a falar do Projeto Arena, de suas muitas obscuridades e poucas claridades. O espaço não cabe e – acho, a bem do Grêmio – que não é hora, ainda, de atrapalhar o curso dos acontecimentos, com inúteis elocubrações, a servir apenas para maldosas especulações sobre tropismo de notoriedade, sem nenhum sentido prático e, até mesmo, honesto.
Jamais – e o pudor me proíbe, quando não a rejeição pelo cabotinismo – quero alegar, em caso de fracasso, que fiquei sozinho contra a Arena. Como não fiquei sozinho no caso YSL. Não sou arauto ou profeta do acontecido.
Infelizmente, no Grêmio, polarizaram-se e ideologizaram-se as opiniões sobre o referido empreendimento: há os que querem-no de qualquer jeito e há os que não o querem de forma nenhuma. E de tal maneira isso se põe que o tema ultrapassa posições políticas: os grupos que se opunham a Odone, são, hoje, os maiores aliados de seu maior empreendimento, e os grupos que o apoiavam defendem à morte o que Duda Kroeff faz na direção de realizá-lo.
Não sobra espaço, no CD, para a terceira via. Quem sabe, a maioria silenciosa.
O que denota um imprescrutável acordo tácito entre tais correntes, antes ferrenhas adversárias, no sentido da inadmissão total de qualquer indagação que se possa fazer a respeito. Viola-se a Santíssima Trindade
Se der certo, para o governo atual, fomos nós que construímos; se der errado, foram eles que inventaram e assinaram. Enquanto isso, para o governo passado, se der certo, fomos nós é que criamos e, se der errado, foram eles é que não souberam executá-lo.
Enquanto isso, joga-se para a arquibancada. Nem o PMDB faria melhor.
E la nave va.
Quero só conhecer.
Por exemplo: os contratos assinados ostensiva e festivamente pelo Grêmio, no dia 19/12/2008, foram exatamente aqueles enunciados no edital de Convocação (08/12/2008) da reunião do CD de 16/12/2008 e devidamente examinados, considerados e aprovados tanto pelas diversas comissões quanto pelos membros do sodalício ? Ou não, teria(m) sido outro(s) ? Qual o seu teor ? Deles constaram as recomendações e ressalvas oriundas das comissões e do plenário naquela oportunidade ? Ou não ? Os membros dos 2 Conselhos de Administração, então em exercício e futuro, prestaram contas da delegação que lhes foi passada pelo Conselho Deliberativo a respeito dessas recomendações e ressalvas ? O Conselho Fiscal já se pronunciou sobre isso ? Este Conselho, algum dia, emitiu parecer sobre esse negócio ?
Gostaria de me inteirar, posto que o Balanço encerrou em 31/12/2008 e, parece, nele nada se viu a respeito dos enormes reflexos patrimoniais derivados dos ajustes aprovados (permuta do Olímpico), salvo melhor juízo.
Admito poder estar errado. Afinal, sou inconsciente e despreparado. Estou, inclusive, propenso a pedir desculpas públicas por isso. E o farei, humildemente, se elas couberem.
È o que eu tinha a dizer, enviando ao Josias um abraço..
Cacaio Azambuja
Prezado Dr. Josias,
Parabéns pela entrevista, e parabéns também pela postura adotada quanto ao Projeto Arena. Não se trata apenas de defender um ponto de vista, ou uma idéia, mas principalmente de sair em defesa de nossos poderes legitimamente constituídos pelo nosso estatuto. Lamento abordar este “assunto vencido” num momento que seria apenas para homenageá-lo, peço que me perdoes. Um forte abraço.
Dr. Azambuja. Nao sei exatamente o porquê, mas ultimamente o amigo e colega vem se colocando posição extremada, e as vezes me parece em demasiado revide, ao que falo. Dias desses, na coluna do Hiltor o amigo precipitadamente escreveu de forma forte e cntundente que pela minha tese com relação aos jubilados o patrono Fernando Kroeff teria sido defenestrado do CD, numa critica que me jogava contra a torcida e cntra o próprio conselho, num jornal lido por 11 mihoes de gauchos. Erro seu e grave, que lhe falei nas tribunas do Olimpico. A minha opinião clara e limpida sobre o assunto, é de que eu era contra a qualquer modalidade de eternização de conselheiros que não as já constantes do Estatuto e que são várias, como: O presidente do clube ingressa no conselho consultivo = se eterniza; o presidente e o vice do conselho, idem; o benemérito; o patrono ( o estatuto mantém a possibilidade de ser eleito ). Então só aqui já temos 5 modalidades de eternização. A minha contrariedade era e é em relação a criação de mais uma forma. Eu nao sugeria a retirada das existentes, eu não queria e me desagrada o ingresso de mais uma, que pelo visto o amigo e colega defende. Acho que já temos conselheiros demais com frequencia de menos, então nao vejo o porque de criar mais um meio de se aumentar a nominata. E repito, ser conselheiro do Gremio claro que é uma honra, mas o Grêmio não é um clube de amigos – e se foi tem que acabar com isto – que distribui vagas no conselho como se homenageia confrades e se dá prêmios a camaradas. Me desculpe. E quanto ao episódio ISL eu fui bem claro, NA MIDIA FIQUEI QUASE QUE SOLITÁRIO prezado Azambuja, tanto fiquei que diversos jornalistas e conselheiros do Inter, como o Praetzel, entao na RBS, e o HUGO AMORIN, diziam que a oposição do Gremio cabia numa Kombi e eu era o motorista. Eles se referiam ao unico que berrava nas ruas. Na mídia, na mida, seu Azambuja, não lá dentro, em esporádicas reuniões do CD -que como o sr. mesmo disse, eram abafadas por vaias dos comprometidos, o que hoje nao acontece … – era o seu amigo aqui que com todos os riscos e exposições, quase que diariamente batia contra. Me tornei o inimigo numero 1 da gestao Guerrero e era atacado nas ruas. Fiz dois conversas cruzadas com o Presidente Guerrero, e chegaram em mim porque diversos foram consultados e não aceitaram debaeter com ele. Num desses, sentei com ele e mais dois da gestao dele. Num programa de radio, na guaiba, escolheram a mim para debater com o Martinho Faria. Era eu que aos domingos estava na guaiba, no toque de letra, aonde o dal pizzol me apelidou de pregador no deserto, gritando e berrando contra os desmandos da gestao 2000, e fui eu quem invadiu o sala de redação depois da aprovação das congas da gestão 2000 para encarar as declaraçoes do entao presidente no mesmo programa e dia. E sabem porque me procuravam ? Porque outros nao aceitvam debater, diziam ser assunto de economica interna e alguns diziam in off aos repórteres que nao queriam se meter com receio de enfrentar a direção de entao. O meu desafeto, sr. dr. azambuja, só saiu as ruas para enfrentar o bixo, quando ele estava domado e morrendo. É fácil chutar a cara do cara caído, quer ver enfrentar o dragão quando ele cospe fogo pela boca. Ele entrou no CD porque era filho de quem era, e por isto tem um titulo de sócio com o final bonito. eu entrei sem pai nem mãe, o meu titulo eu me dei, e os dos meus filhos, eu dei a eles, e os numeros dos meus titulos nem sei, os finais nao sao bonitos, talvez, mas tem valia menor pelo suor da conquista de cada um, este valor pessoal não se estima. Entao a minha referencia nao foi no CD, lá vários se manifestaram e votaram contra, eu fiz referencia claramente que a minha posição foi publica, saiu pra fora do clube e chegou na torcida. Nao reclamei da posição lá dentro, o senhor não leu direito o que declarei. De novo ! Preste mais atenção para não cometer injustiças e gastar centenas de parágrafos sem necessidade. Lá no CD talvez o colega nao se lembre de eu ter me levantado e dito ao sr. Flavio Scaff que quem admnistrou uma empresa que faliu, como ele, não tinha curriculum para nos aconselhar sobre o caso. O sr. não se lembra disto né ? E também me vejo forçado a referir que participei de incontáveis encontros de grupos para discutir o projeto Arena e não lhe encontrei. Vi dezenas ou centenas de questionamentos sobre o Projeto, mas ao menos nos debates que fui,não lhe encontrei, o que não significa que o sr. nao tenha ido, claro. Não posso deixar de registrar, dr azambuja, sua referencia quanto à midia, aonde referi que fiquei sozinho, e repito, nao disse isto quanto ao CD, nao ser o auditório adequado. Ora, MAS PELO AMOR DE DEUS, será que li bem ? Será que ta escrito isto lá em cima. E o que é este blog se não comente da mídia ? Entao o sr. não está no território adequado para debater o projeto arena. Ora, tenha a santa paciência. PENSO que alguma coisa anda errada com o amigo. Não vi motivo algum nas minhas declarações, e nos menos de 5 frases que fiz sobre a ISL, para que fosse acusado um golpe desses e gerar uma manifesto tao veemente. E, registro, pela segunda vez, há uma reação forte do amigo em questões que coloco. Vou lhe ser sincero, não vou mais discutir com o colega pela via de blogs ou jornais e se é para ficar tao revoltado assim com o que falo. Mas vou fechar dizendo que no aso ISL nunca participei de um evento sequer em que fosse debatido o assunto como no caso ARENA. Mais ainda, quando o contrato foi colocado à disposição para o CD ele ja estava assinado. Eu fui lá ler o contrato junto com o Scapini, e com o meu desafeto. E já cansei de falar sobre nossa ida la, posso repetir aqui se algurm quiser. E não poderia deixar de dizer que dos que se abstiveram no caso ISL, dos 6, eu, o Scapini, o dr. Antonio Augusto agora fiaram ao lado do Projeto Arena, o Marcelo parece que não estava na reunião, mas representa o pensmento co cacalo, sabemos disto, e este está a favor do projeto; o marco souza se excluiu nao votou e, de fora, agora, tempos depois, tempos depois, descobriu que foi aprovado e que acha ele ruim, mais atrasado que trem de interior,por favor …… fiou o amigo e respeito sua posição, mas é prá ver como a questão, hoje, e diferente daquela, ou pelo menos uma maioria consideravel entende assim. Vamos fazer o seguinte, da próxima vez o senhor me diga pessoalmente o que sente, afinal, vemos os jogos invariavelmente perto um do outro, e a minha familia frenquenta os mesmos lugares que o senhor … não custa …. fica mais facil a correspondencia
Tenho informações de que, nas duas eleições nas quais o Sr. Guerreiro foi candidato (1998,2000) o Sr. Azambuja apoiou fortemente a chapa encabeçada pelo Sr Guerreiro (ISL).
O Sr. Josias, em 1998, apoiou a outra chapa e, em 2000, concorreu pela outra chapa.
Antes que alguém cuspa fogo, quero dizer que não estou condenando nem aplaudindo. Nem a um nem a outro. Estou informando um fato histórico. Só.
Conclusão cada um tire a sua.
A veemência – inobstante parlamentar e respeitosa – com que Josias se insurge contra minha intervenção, sobre um aspecto pontual de sua interessante entrevista neste blog – a questão da insurgência sozinho no caso da YSL – pode aparentar que somos inimigos incondicionais dentro do Conselho e que nossas relações pessoais se encontram deterioradas, Não é assim. Acho que – se tanto – divergimos incidentalmente sobre alguns aspectos da vida do clube, apesar de significativos. Até mesmo adversários políticos, penso, não somos. Há muitas convergências também entre nossas idéias, embora o dissenso sobre algumas de especial relevância para o clube. Dissertar sobre essas seria elasterizar por demais o debate, seguramente envolvendo uma quantidade expressiva de matérias gerais e específicas que emolduram a história passada e presente do tricolor, que ambos amamos. Aí, restam embutidas, por exemplo, aquelas a que ele se refere na sua intervenção, tais como o tema “jubilados”, onde me acusa de ter-lhe atribuído afirmações que não fez, tal como a vedação do Patrono integrar o Conselho, uma vez acolhida a sua posição de não secularização na participação naquele por parte dos agraciados. O que disse – e isso é solar – é que a sua TESE , e não as suas palavras, conduziriam à conclusão da exclusão daquela autoridade. A temporalidade não importa. Ou todo o Conselho representa o todo dos associados, como dizem os estatutos ou não representam. E aí reside a infringência regulamentar (art. 63). Não pode o sodalício ser integrado por conselheiros e meio-conselheiros, seja antes ou depois da emenda. Não há dois Conselhos Deliberativos. No caso, Túlio Macedo (Grande Benemérito), como Fernando Kroeff, se vivo, poderiam eternizar-se. Todos os demais, seus contemporâneos ou adventistas, dotados dos mesmos méritos, estariam impossibilitados do alcance da láurea. Ainda que, para sempre, todos os presidentes, do clube ou do CD , bem como outros permanentes designados (vices do CD) viessem adiante, amanhã, obter o galardão (sem votos da AG) nos mandatos que se sucederão indefinidamente.
No caso da YSL – este cadáver insepulto na vida do Grêmio – acho que devemos parar de tentar exumá-lo. O que não pode passar ao público gremista é que isso se faça sem que este saiba, realmente, o que se passou lá dentro, disso resultando – como inúmeras vezes já li e ouvi – a idéia de que houve unanimidade do CD naquela aprovação. Ou que a rebeldia tenha provindo de apenas um herói libertário, dotado de excelsa premonição.
Tudo isso se permite pela falta – há muito tempo existente – de comunicação social (institucionalizada) por parte do Conselho Deliberativo do Grêmio. Sua vida interna, a evolução das questões, inúmeras, que historicamente lá foram e são debatidas, passam ao largo do conhecimento dos associados e afficionados., apenas anotados por notícias da imprensa, nem sempre, ou muitas vezes, informada por interesses particulares e localizados de seus integrantes. As chamadas “fontes”, que, em boa parte, desviam-se de condutas éticas a benefício de suas conveniências. Isso gera distorsões – e como as tenho visto – monumentais na realidade dos fatos, ocasionando repetitivas e lamentáveis afirmativas, sintetizadas no jargão de “Conselho omisso”. A notícia de que este aprovou por unanimidade o negócio YSL é uma delas. Josias levanta o véu, na sua entrevista, mas paralela e concomitantemente atribui-se um papel de tal magnitude que, por suposto, à falta de um cronista do CD, confere-lhe a titularidade da insurgência “ com mais dois ou três”. Foi só por isso que intervi, não contra o papel que ele acha que desempenhou, sua excelência ou exclusividade no episódio, mas em favor da verdade intestina do que ocorreu. Eximo-me de detalhes, relativamente ao que ele disse que teria dito ao dr. Flávio Lúcio Scaff, naquela reunião (falido). Confesso que não lembro, mas não duvido que o tivesse feito nos moldes assinalados, dado ser intrépito e dotado de elogiável coragem pessoal. Até fiz referência a essa ignorância, pedindo antecipadamente escusas pela omissão. O que importa, no entanto é que ele, Josias, tal como os demais, disse não àquela aventura. E isso absolve todos seus exagêros e contempla todos os méritos de sua participação, ainda que em mera situação condominial, e não absoluta, com os outros cinco.
No que diz com o Projeto ARENA, inútil a contradita ao que expressou Josias, tanto se tem falado e abordado a matéria aqui. Não o resolveremos nesta avenida virtual, nem idenficaremos os seus apóstolos e denegritores nestes espaços , avaliando , com justeza, os papéis comissivos ou omissivos dos membros do CD no seu desenvolvimento. A matéria é ampla demais para tais diletâncias, que não conduzem a nada. Para sintetizar, afirmo – e esta é uma idéia minha, pessoal – que tal projeto deveria passar pelo crivo da AG, pelo menos no que diz com aqueles associados que formaram historicamente o patrimônio do clube. Tenho cento e quarenta e cinco razões para afirmá-lo, precisaria de um livro para explaná-las e não os exíguos espaços de um “post”.Em parte – apenas EM PARTE – estou providenciando isso, para apresentação pública em breve, se Deus quiser. Quando participei da criação da Associação dos Gremistas Patrimoniais não o fiz para brincar de notoriedade, para militar na mídia, mas para tentar restabelecer uma verdade jurídica, desconhecida até pela quase totalidade das associações que integram o conserto do desporto profissional brasileiro de hoje. Para abastecer de contribuições técnicas – e não políticas ou sociais – os organismos públicos e privados encarregados de sua elucidação, legislativa e/ou judiciária. As entidades de prática, personagens desse enredo, padecem do mesmo mal do Grêmio: ignoram o processo de formação de seus patrimônios, desrespeitando quem os construiu. A transferência de poderes para isso, aos CD, exauriu-se com a CF de 1988. E até hoje esses direitos associativos permanecem submersos, à conta dos interesses de minorias no manejo privativo da paixão de milhões de afficionados. Em alguns casos, como o do nosso amado tricolor, espalhados nos mais recônditos lugares do mundo. Para discutir seus direitos e aferir suas obrigações, até hoje, tiveram que tocar de ouvido, sem qualquer partitura. Pois, bem, atrevo-me a tentar dar- lhes uma pauta.
Agora, o que não pode acontecer é que se venha frequentemente – como o Josias tem feito – pautar, aí sim, este blog, apontando o que deve ou não ser discutido aqui, do que é um exemplo a censura áspera e gratuita que fez (delito de opinião ?) a um grande, competente e talentoso colaborador como Raul Iserhard por, insistentemente, abordar o assunto ARENA, expondo as suas perplexidades. E o pior, exercendo um patrulhamento descabido sobre as idéias, eventuais – simplesmente isso – que porventura este emita, fruto da total desinformação precisa do que existe de consistente nesse tema. Que de transparente não tem nada. Porque as coisas não estão pactuadas, nem transitadas em julgado como se tem dito e espalhado. E isto acontece não porque eu queira, ou porque seja contra o dito Projeto, mas porque é a REALIDADE. Descabe, outrossim, a insistente referência e louvação que , toda a hora, se faz ao insigne e respeitável dr. Adalberto Preiss como paladino e defensor de todas as verdades do Projeto ARENA, trasnformando-o num dogma, ele que – merecidamente – presidirá a única coisa de efetivo valor para o futuro da entidade que entendo incrustrada no negócio global: a constituição da Grêmio Empreendimentos S/A., como braço empresarial daquela.
Embora ainda não exista.
Queremos só discutir, Josias. Não nos casse esse direito. A Venezuela não é aqui.
Cacaio Azambuja
Azambuja, me desculpa, mas o teu texto é muito longo e foge completamente do objetivo do assunto. Eu dei uma entrevista e os teus comentários são 50 x mais longo do que ela calcacados a partir de 5 frases. Parece uma coisa meu JoSoariana, em que o entrevistado fala menos que o entrevistador. O espaço reservado aqui é pra COMENTÁRIO. Tu tens todo o direito de fazer o que bem entender, mas quando eu cheguei no tal de exagero` percebi que este era ter que me dedicar a ler todo o ´comentário`. Penso que quem exagera é o colega, mas nao tenho mais animo de debater contigo porque daqui a pouco essa nossa discussão vai parecer – e já deve estar parecendo – disputa de beleza pra ver que mais fez isto ou aquilo. Como diz a minha filha: Não tô. De qualquer forma o SR. JOSE, acima, tem razão. O amigo Azambuja apoiou o Guerrero naquele pleito e mais recentemente esteve ao lado dele também no enfrentamento de chapas ao CD. O Ex-Presidente era lider e principal referencia de um grupo que enfrentou Koff x Cacalo ao CD. Sem entrar no mérito, José, mas apenas me referindo ao ´fato` eu nunca estive do mesmo lado do Guerrero. Já aconteceu, sim, dele votar – ele que que emprestou o voto sem envolvimento de qualquer espécie – na chapa que eu constava, como ocorreu no episódio de 2005, mas eu nunca me engajei em movimento algum do qual ele fosse um dos lideres. Repito, estou só registrando um fato, nada mais. Entao, fato, fato, Azambuja esteve ao lado do ex Presidente antes e depois da ISL. Outro fato, nas vitórias do gremio, que o blog postou sobre o grenal, não vi comentário do colega. De minha parte esta discussão está encerrada e eu não vou dar continuidade a isto.
Dr. Josias. Belissima entrevista. Faz anos que eu so vejo o senhor defendendo o gremio dos colorados nas rádios e tv. Tnes sido ao logno deste tempo o unico que não se intimda e não se acachapa com este inferno astral que o gremio passou e passa vez que outra. O senhor tem enfrentado inclusive a mídia vermelha com ousadia, como vejo seguido no programa do cadu. Tem posiçoes fortes, definidas, e como disse o Bernardon, es autêntico e neste blog mesmo nao tens papas na lingua. Aliás quem tem tentando PAUTAR este blogo com assunto unico são o Sr. Azambuja e o Sr. Raul, que escrevem longos e pomposos, pretensiosos, textos, com portugues rebuscado e as vezes incompreensivel para a média de idade que frequenta os blogs gremistas como o meu filho que tanto gostava daqu. Como tem-=se dito aqui, sem que eles se flagrem, qualquer assunto que calhe na entrevista, vem a arena. Eu gostaria que os dois abrissem um blog para eles so ficarem debatendo em artigos quilométricos e recheados de direitês a questão da arena, e possibilitassem que espaço para outras materias fosse aberto aqui. Os dois são uns chatos de galocha e estão há horas monopolizando este assunto em todos os outros que aqui são lançados capando a frequencia de gremistas que se interessam por outras coisas do nosso clube. Os dois já disseram tudo o que tinha que dizer e ja estão chateando demais com isto. Verdadeira intromissa aqui na entrevista excelente do Carlos Josias que abriu materia para dois mil assuntos, mas o sr Azambuja nao vê outro alem deste. Chega. Vai pautar em outro lugar aque deu aqui.
O Dr. Josias está coberto de razão: esse Raul e esse tal de Azambuja são uns chatos de galochas.
Fecho com o
G Acuto. A entrevista foi excelente, mas tinha que aparecer um chato para querer mais atenção que o entrevistado. O blog é otimo, mas afinal, chato tem em tudo que é lugar.
Dr.Azambuja:
Permita-me essa ousada intimidade. Não nos conhecemos, pessoalmente, mas lhe tenho admiração. Grande. Enorme.
Pela combatividade. Pelo intelectualismo.
Porém, temo pela eficácia porque é tudo muito longo, é tudo muito contra todos. Aparentemente, para não serem identificadas as inconsistências que destroem os quilômetros de argumentos. Tudo muito incoerente.
Parece-me, tb, uma ciumeirazinha demasiada. O Dr. Josias abriu o coração. Merecia um amplexo.
Ingratidão tb. A solidariedade foi, sempre, com quem desperdiçou os recursos da ISL. A divergência com quem combateu o mau uso.
Não me leve a mal.
De um admirador.
P.S. Estou preocupado com os titulares de título patrimonial não integrantes do respeitável e merecedor clubinho dos um por mil 01/1000.
Estou começando a desconfiar que estamos sendo usados contra nossos próprios interesses (li essa advertência em algum lugar que não lembro no momento)
\o/ [:P]
bela entrevista do unico conselheiro do gremio que defende a torcia e a geral do gremio; já vi o josias brigando com a brigada militar para a banda entrar na geral, sou geraldino ….. nao sei quem é o azambuja … bai azambuja tu e esa tua chatice, funda um blog com o tal de raul …
Ciumeira. Ciumeirinha. Ciumeirazinha!?
Será que estou vendo demais?
Dr. Carlos Josias Menna de Oliveira. Parabéns por sua entrevista.
Dr. Antônio Carlos: usai vossa imensa dialética a favor das boas causas do Grêmio! Descomplicai sem perder a profundidade! Flexibilizai as obsessões por análises menos dogmáticas e preconceituosas. Afinal Vossa Excelência não é a única pessoa preparada e inteligente nesse Universo!. Desnecessário exibir vosso imenso, maravilhoso, invejável, riquíssimo vocabulário técnico quando os leitores, como eu, não são, não somos, técnicos.
Sem embargo (!), não desanimeis. A boa luta sempre será recompensada. Proporcionalmente à inteligência e à universalidade dos caminhos escolhidos.
Falou tudo Marcelinho, e não é só esse, tem mais que jogam nesse time de boa dialética, mas de um conteúdo
pobre e sem objetividade.
Acato, serena e humildemente, as críticas expendidas. Sou um ser político e parlamentar. Lamento minha falta de competência e objetividade. Lastimo que minhas anotações atingissem o grau de inconsistências, de vazios, de inutilidades. Talvez a idade tenha me feito um arrivista ou um tresloucado. Faltou-me talento, vou cuidar de melhorar. Minha intenção foi apenas a de tentar fazer com que o Grêmio não se torne uma entidade de uma verdade só. Que tem uma História Oficial e maniqueísta. Acho que, pelas intervenções, não só não consegui como fiquei muito longe do objetivo. Reconheço o fracasso. Contudo, não retiro nenhuma palavra do que disse aqui. Isso não é um desafio nem implicância, muito menos “ciumeira”, coisa menor. No meu entender, medíocre, o Grêmio necessita de alguém que noticie a seus associados alguma coisa diversa daquelas que, 24 horas por dia, em 365 do ano, lhes estão sendo servidas por parte de seus maiores, justamente aquela com trânsito permanente na imprensa e, parece, altamente comprometida com objetivos ainda passíveis de críticas, porque tão só projetos. Uma alternativa dialética, enfim. Decididamente, o Grêmio que se tem descrito diuturnamente nessas intervenções, não é o Grêmio que vejo e que conheço. Ao menos, integralmente. Pelas censuras generalizadas, acho que estou cego mesmo, e tudo que se está fazendo lá servirá a nossa redenção. Que Deus lhes dê razão. Quanto a ser chato, sim, fico “chateado”. Mas sou civilizado e não mal-intencionado. Queiram-me bem. Cacaio
“Descabe, outrossim, a insistente referência e louvação que , toda a hora,….”
Dr. Azambuja. Nas suas próprias palavras:
“Não nos casse esse direito. A Venezuela não é aqui.”
“OS AMARGOS LADRAM E A ARENA PASSA”!
Eu sou suspeito para falar do Josias, porque amigos não tem defeito. Mas lembrei-me da época em que formamos um belíssimo time de futsal. O Josias era a estrela do time e eu sempre achei que ele tinha alguma coisa genética naquele toque de bola. Está confirmada a minha suspeita. Ele é filho de um ex-jogador profissional do Rio Grande. Quanto aos comentários do Josias e do Cacaio, preciso tirar uma semana de férias para ler tudo. Cacaio,hoje à noite, na confraria, prepara o teu discurso. O tema é livre.
Como é esse negócio de confraria?
É aberto para gremistas ou só um grupo fechado?
Eu gostaria de conhecer a todos e, especialmente, o Dr. Azambuja.
belissima a entrevista de um grande gremista, conselheiro ativo e dirigente vitorioso; um incansável defensor do nosso grêmio e que não se deixza intimidar pelos vermelhos; o erro do sr. azambuja foi que querer roubar para ele a cena da entrevista; com tanto assunto que as declarações do carlos josias despertaram ele ele escoulheu meia duzia de palavras para escrever um livro; o carlos josias deu uma entrevista, nao escreveu o artigo; foi infeliz o azambuja, muito; mas o que importa é que a entrevista realmente foi um primor
ninguém esta retirando o direito de ninguém se expressaar, ninguém esta patrulhando, o que o sr. azambuja parece não entender é q ele foi inoportno, só isso, aqui o entrevistado é o carlos josias que deu uma entrevista linda, contando sua historia no clube e como se tornou gremista; um cara que conta com o carinho de toda a torcida por ser carismático; se fosse falar em censura eu diria que ao q parece o sr. azambuja é q acha q todo o assunto q não for arena esta proibido; é só sobre a arena que se pode falar; e para falar dela ele faz artigos tipo intermináveis com terminologia bizarra, me desculpa ,as se o senhor fala como escreve não é de admirar que levou vaia no conselhor; o que realmene aqui no entanto vale é uma entrevista muito bonita de um gremista acima da média que tem se mostrado mas altivamente posicionado contra os nossos inimigos que a direção atual que se esconde muitas vezes de dar as respostas que ele assume, por isto parabéns ao blog e parabéns ao josias, que ele continue, sim, sendo nossa referencia
boa entrevista com um grande e corajoso gremista que mais nos represnta contra os vermelhos; no retante o azambuja atravessou o samba
Ótima a entrevista deste grande e corajoso gremista dos mais identificados com a torcida. Lembro-me da geral cantar parabéns num jogo em veranópolis, inicio de temporada, em que ele fazia aniver. Corajoso enfrentou a máquina da RBS no minimo 3 x, uma quando porocessou o FArid, que teve q arreglar e pedir desculpas, e ainda levou uma indenização, outra quando enfrentou e ganhou a justiça do Pedro Ernesto pelas barbaridades que ele disse na batalha dos aflitos na hora do penalti e outra quando no episódio da interdição do olimpico, em que ele foi também um grande vitorioso, passou uma descompostura no tal de Benfiquinha.
Ele incorpora o próprio espirito do Grêmmio, não se mixa pros vermelhos e enfrenta a midia de cabeça erguida. Prá não gostar dele so colorado. Parabéns ao blog, esta foi uma das melhores
TA certo tequila, mas antes dois ou tres malucos, que um bebado … cm esse teu nome cara, só dizendo isto !