Terça-feira, 07 de julho de 2009
BM ainda não fez seu exame de consciência. Fará?
A Brigada Militar bateu em quem respirava em volta do Olímpico quinta-feira passada. Bateu e não quis nem saber. Bateu forte. Não olhou para os lados.
Viu câmaras ligadas.
Não se importou.
Não ligou para o dia seguinte, não pediu desculpas, não fez exame de consciência. Desdenhou a sociedade, que é a sua razão de ser. O governo, atolado em problemas de corrupção, não quis nem saber como a sua força policial se comportou no Olímpico em dia de decisão de semifinal de Taça Libertadores. O governo local perdeu o rumo. Não está nem aí. Precisaria, no mínimo, chamar seus comandantes e pedir explicações. O Estado é nosso, mas parece contra. Nos dribla e nos expulsa. Manda a BM mostrar que estádio de futebol não é local de família.
A BM bateu em gaúchos, torcedores de futebol, gremistas, sócios, torcedores comuns, homens, mulheres e adolescentes. Vai agir assim de novo em breve se ninguém perguntar o porquê de tudo. Por que? Corre o risco de bater com a mesa força nos visitantes que se aventurarem em Porto Alegre em cinco rápidos anos. Vai bater porque ninguém deu muita atenção aos problemas do Olímpico. Parece que os incidentes foram algo normal, alguma coisa como um gol.
Imagina se a nossa BM encontrar 30 mil argentinos/20 mil uruguaios pela frente em dia de jogo/decisão de Copa do Mundo. Farão o mesmo? Farão um fiasco mundial?
Chamarão os cavalos, os cães e os homens levantarão suas espadas? Ou em cinco anos será possível oferecer às nossas forças um treinamento adequado para o trabalho em torno dos nosso velhos campos de futebol, que ainda misturam torcedor com entrada e sem num mesmo e mínimo espaço?
Evidentemente que eu não sou contra a Brigada Militar. Eu acredito na BM. Devo acreditar. S
ó não posso ficar mudo quando ela passa do limite e acha que está tudo bem, tudo ok. Não, né?
O texto é de Zini Pires, publicado em zh.com
Arquivado em: Libertadores da América, Tumulto

A invasão indiscriminada de quem estava fora do estádio, 500 com ingressos e dizem 1000 sem ingresso, teria sido uma tragédia, muito maior.
Autoridade deve ser respeitada, não enfrentada. Onde há confusão, fique longe.
Na saída do portão 4, dentro do estádio, a situação durante o primeiro tempo foi terrível; muita gente, na passagem, que aos poucos foi se espalhando sobre as cadeiras próximas gerando agressões muitas cenas de constrangimento, entre “torcedores” que ingressavam e os que já se encontravam em seus lugares. Eu, mesmo tendo ingressado às 20:30 no estádio, tive de sair do meu lugar, por temer o tumulto e uma invasão maior no portão; fui pra copa do Portão 3.
Vou repetir, muita gente bebâda e drogada ingressou nas cadeiras; o hábito de chegar à última hora contribuiu em muito para o problema todo.
Dessa vez o excedente de última hora ingressou pelo lado da social, estourou em quem, nos proprietários e cadeira que também tem por hábito chegar em cima da hora.
O espaço da Toyota e Santander nas cadeiras e a presença da torcida visitante, em um espaço muito maior, foi a causa real da falta de manobra para os que chegaram em cima da hora.
Os relatos que tenho de amigos em diversos setores do estádio, revelam que não havia superlotação dos setores, houve sim a formação de filas e tumulto crescente à medida que se aproximava a hora do jogo.
A propósito, só deveria ingressar no perímetro do estádio e no pátio quem tivesse ingresso
O tema é abrangente demais. Todo o texto é cabível, adequado, pertinente e oportuno. Contudo, do seu contexto, apanho uma referência: “Ou em cinco anos será possível oferecer às nossas forças um treinamento adequado para o trabalho em torno dos nossos velhos campos de futebol, que ainda misturam torcedor com entrada e sem num mesmo e mínimo espaço?”.
Aí termina a responsabilidade do Estado e começa a do clube. Urgem medidas que apontem para uma organização administrativa eficiente, com fins de evitar-se essa mistura dos “com entrada” com os “sem entrada”. Quando se adquire ingresso, não se recebe crachás fosforescentes, clarins de alerta ou fantasias de arlequim. Como identificar ? A questão é complexa e múltipla. Passa pela necessidade de reclassificação imediata e geral de todo o quadro associativo do clube, atribuindo-lhe hierarquias, prerrogativas e precedências, não só obrigações. Depois, com o indicativo dos respectivos acessos, horários-limite, alto falantes no pátio, painéis luminosos e etc.
Tudo isso esquecido a benefício do desafio da moda, esse tresloucado processo associativo do Grêmio ( e também do Inter), envolvidos numa corrida de cavalos no sentido de angariar um número infinito de associados, sem dar-lhes suficiente retorno social, seja nos estádios, seja nos seus demais próprios patrimoniais. Antes de alcançarmos o estágio de oferta a essa gente de um mínimo de condições de freqüência. E isso é mais sério do que as questões de jubilados e cláusulas de barreiras, passeios pelo estádio, reuniões com a direção, palestras, sorteios, profecias de negócios milionários e etc. Senão, um dia desses, haverá morte por aí. E a vida de um só gremista ou gremistinha, nessas condições, vale mais do que qualquer Libertadores.
Ademais, essa reformulação associativa faz-se necessária, no Grêmio, há cinquenta anos. Sempre adiada a solução. Se a nossa triste derrocada de quinta-feira pode trazer algo de bom – acidental e infelizmente – que seja esse alerta de urgência. No caso dos associados patrimoniais o caso é vexaminoso. Construiram os bens do clube ao longo de sua história antiga, moderna e contemporânea, e deve, no mínimo, ser respeitado. Por outro lado, como enfrentar o Projeto Arena sobre essas bases primitivas, esse coquetel de conceitos e nominações sociais inumeráveis, sucessivas e vazias, onde os atuais estatutos sequer mencionam o que sejam títulos de propriedade ? Lá, por certo, não haveria tumulto, todos os lugares marcados. Mas só 52.000 poderiam comparecer, E os demais 48.000 previstos para a data da inauguração ? Teriam que comparecer – se a tanto se atrevessem – blindados com armaduras, lanças e elmos ?
Está certo, o erro maior deve ser imputado ao Estado (Brigada, polícia), transformaram o pátio do olímpico na Praça da Paz Celestial. Isso, contudo, não retira a responsabilidade do Grêmio. E o pior: vejo no atual contexto político do clube o propósito de sempre e cada vez mais atribuir direitos políticos à generalidade do quadro, quando sequer se cogita avaliar-se os efetivos direitos sociais de cada categoria, redistribuidas de forma duvidosa, senão suspeita, nos referidos estatutos.
Isso aí foi uma avant premiere do que acontecerá em Humaitá… se lá chegarmos !!!
Emblemática e surrealistamente, eu proporia a seguinte questão:
Quinta Feira, quem teria direito, nos arredores da arena de verdade ( a que temos, sem sonhos, o Olímpico) a apanhar antes ou mais, o sócio patrimonial, o contribuinte ou o “sócio torcedor” ? Distinto público ! Manejem as carteirinhas, façam fila. podem escolher: atropelamento, explosivos, borracha ou cassetete ? As crianças primeiro.
Treblinka existe e é aqui…
Cacaio Azambuja….
sugiro a este blog que faça uma entrevista com a comissao de marketing que foi criada no gremio.
estao la so como marionetes, pois nao deixam eles tomarem decisoes.
Esse tema merece um Post, tamanha a sua importância. Não a da agressão, consequência de outras tantas “agressões” menores que o Associado tem sofrido. Ao Governo, por sua Secretaria da Segurança, que o Grêmio faça sua representação. Se já não fez. Não sei.
Antonio Carlos apanhou, outra vez com o brilho de sempre, certo a questão: é a reformulação associativa que se faz necessária. Até agora, nada; e mais uma vez o CD deixa tudo como está para ver como é que fica. Se ficar. Estão correndo um risco desnecessário. Há uma visível falta de coragem político-associativo-administrativa para realmente mudarem o “status quo” vigente. Estamos tentando resolver com pessoas do passado, com métodos do passado, com soluções que deram certo no passado, problemas do presente. Que precisam de muito mais do que isso. É preciso reconhecer a necessidade estratégica de realizar mudanças importantes.
O exame de consciência não é só da BM não a direção
tem que fazer o seu também, não vamos empurrar responsabilidades. Parece que na visão de alguns os responsáveis são somente a BM que bateu, e o sócio que apanhou com seu ingresso na mão impedido de ver o jogo. Presenciei naquela noite algo muito estranho que talvez ajude a explicar um pouco porque alguns setores ficaram super lotados. Não vou comentar publicamente pq não sei até onde vai isso, e certamente serei taxado por alguns de oposicionista, colorado ou corneteiro,não ligo, minha única intenção é colaborar para que se ache uma explicação para o ocorrido, e não quero que usem isso politicamente por quem quer que seja. Os moderadores tem meu e-mail, se alguém tiver interesse em saber do que se trata entre em contato, desde que identificado. Não tenho concordado com atitudes da atual direção, mas sei que são pessoas integras e corretas, e que se porventura alguma irregularidade estiver acontecendo não é de seu conhecimento.
Prezado Marcos,
Não sei como se poria em prática sua sugestão de adentrar no perímetro do Monumental só quem tem ingresso, uma vez que pelo que percebi as bilheterias estão localizados internamente. Talvez transferindo-as para o lado de fora, mas e a segurança como ficaria?
Abraços
fazendo-se triagem e corredores com aquelas cercas metálicas como se fazem em grandes shows e na copa do mundo, a pessoa mostra o ingresso para fiscais para poder passar
Marcos, isso eu entendi, e se faz necessário mesmo, mas como fica para os que vão adquirir o ingresso no Olímpico, eles vão ter que entrar no perímetro do estádio para ter acesso as bilheterias.
concordo com o Marcos Almeida: já vi fazerem pré-triagem em grandes espetaculos e o Largo dos Campeões até favorece isso; poderia ser feito no pórtico ou até antes.
cbimbi
Raramente há ingressos disponíveis para a venda em jogos deste porte, no próprio dia
Assiste a um show do U2 em BsAs, para se chegar ao portão passei por três triagens
COLABORANDO COM O DEBATE SOBRE A TRIAGEM ANTES DO ACESSO AO ESTÁDIO, DOU COMO EXEMPLO OS GRANDES JOGOS NA ARGENTINA, ESPECIALMENTE EM BUENOS AIRES, ENTRE BOCA E RIVER:
LÁ A POLÍCIA FECHA O ACESSO ÀS RUAS QUE DESEMBOCAM NOS PORTÕES DUAS QUADRAS ANTES DESTES, E SOMENTE PASSAM PELA “BARREIRA” QUEM TEM INGRESSO NAS MÃOS.
AQUI, A BM FECHA AS RUAS LATERAIS DE ACESSO AO LARGO DOS CAMPEÕES, COLOCANDO OS TORCEDORES NUM BRETE RIDÍCULO ENQUANTO O MEIO DA RUA FICA DESERTO PARA QUE ALGUNS CARROS PASSEM LIVREMENTE, MAS QUALQUER PESSOA PODE TRANSITAR ATÉ O PÁTIO DO ESTÁDIO.
JÁ NO BEIRA RIO NÃO HÁ NENHUMA RESTRIÇÃO À CHEGADA, EXCEÇÃO A BARREIRAS NO MEIO DAS RAMPAS.
COMO BEM FOI DITO AQUI, NOS JOGOS IMPORTANTES QUASE TODOS OS INGRESSOS ESTÃO VENDIDOS ANTECIPADAMENTE, RAZÃO PELA QUAL AS BILHETERIAS PRATICAMENTE NÃO TEM NENHUMA SERVENTIA.
CREIO QUE FAZER CAMPANHAS EDUCATIVAS NO SENTIDO DO TORCEDOR ADQUIRIR SEU INGRESSO ANTES E PARA QUE O ACESSO AO INTERIOR DO ESTÁDIO TAMBÉM SEJA ANTECIPADO JÁ AJUDARIA BASTANTE NA RACIONALIZAÇÃO DO FLUXO.
É ÓBVIO QUE COM BOM SENSO E UTILIZANDO A EXPERIÊNCIA POSITIVA DE OUTRAS PRAÇAS, O PROBLEMA PODE SER MINIMIZADO.
MAS, TUDO ISSO TEM QUE SER FEITO JUNTAMENTE COM UMA POSTURA DECENTE DA POLÍCIA MILITAR, QUE NÃO PODE TRATAR OS SÓCIOS E TORCEDORES COMO VAGABUNDOS BADERNEIROS.
ESPERO, SINCERAMENTE, QUE A DIREÇÃO TAMBÉM TENHA FEITO UM EXAME DE CONSCIÊNCIA, EM VEZ DE APENAS CRITICAR E CULPAR A BM.
AS CULPAS SÃO, NESTE CASO, CONCORRENTES.
SAUDAÇÕES TRICOLORES
Acompanhei bem de perto todo aquele episódio no jogo de quinta-feira e acho que não adianta criticar a BM. Eles foram treinados para bater e os métodos utilizados são os mesmos em todo o mundo e isto começou lá na Idade Média. Quem sabe daqui a mil anos teremos métodos mais civilizados?
Por entender que os fatos vão se repetir, no Olímpico, no Beira Rio, na Argentina, na China e em qualquer parte do mundo, é que vou fazer a minha crítica, acho que construtiva, e dar uma sugestão, até mesmo porque este blog, pelo que sabemos é lido por muitos dirigentes do Grêmio.
Quinta-feira, por volta das 21:00 hs precisei ir até o portão dos elevadores e da Av. José de Alencar, até o portão, ida e volta, levei aproximadamente vinte minutos. Os torcedores que queriam acessar os portões da geral, via Carlos Barbosa, vindos da Cascatinha, passavam pelo pátio do Olímpico e batiam de frente, no portão do pórtico, com os torcedores que queriam acessar o pátio, para entrar nas sociais e cadeiras. Os torcedores que vinham pela Av. José de Alencar em direção a Carlos Barbosa, eram barrados em frente ao pórtico, que permitia apenas a passagem de veículos, e tinham que ingressar no portão do lado direito e sair pelo portão do lado esquerdo, batendo de frente, na saída, com os torcedores que estavam ingressando no pátio.
Domingo, por ocasião do jogo contra o Atletico-PR, fui examinar bem de perto. Acho que aquele portão tem pouco mais de dois metros de largura, e tem espaço para construir um portão com o triplo da largura.
Este um dos problemas que constatei.
No pátio do estádio, centenas de torcedores aguardavam o jogo, conversando e tomando cerveja, despreocupados, talvez porque tivessem cadeiras ou eram sócios, com seus lugares garantidos. Se estes torcedores tivessem ingressado no estádio com antecedência, o problema surgido minutos antes do jogo, teria surgido com trinta minutos ou uma hora antes do jogo, e aí a administração teria tempo suficiente para resolver.
Mas como resolver isto?
Não sei se a sugestão seria eficiente, mas acho que se o sistema de som que tem dentro do estádio, fosse direcionado também para fora, o locutor poderia conclamar o público a ocupar os seus lugares, sob argumento de que o estádio “já está lotado” e depois, orientar o público, direcionando para os portões que ainda tivessem acesso.
A comunicação naquela quinta trágica, foi feita à base de muita porrada, vindas de todos os lados, mas que só doeu na torcida, que esqueceu de levar também os seus cavalos.
Não sei se esta é a solução, mas está aí, para quem quiser aplicar. Mas aquele portãozinho, lá na entrada, este sim, eu garanto que dá para aumentar.
Hermes Cardoso Duarte
Causa de tudo isso: a proibição (correta) da venda e consumo de bebida alcoólica no interior do estádio.
Com ela houve a introdução de um novo hábito, ficar o maior tempo possível do lado de fora.
Quanto ao Grêmio, se o estádio tem capacidade contada, há de se setorizar o acesso do torcedor, por exemplo qualquer categoria de sócio hoje entra por qualquer portão da inferior, eu mesmo que tenho cadeira posso por livre arbítrio assistir ao jogo na inferior, pode ser bom mas está errado, em casos extremos.
Havendo Arena, poderia-se começar a fixar acesso criando uma nova cultura no torcedor, a do seu lugar.
Mas para isso as locações de cada um teriam de ser definidas, qual critério? Como definir se fulano fica na direita ou na esquerda, no centro ou atrás do gol?
na abertura do Ducker, tem um belo relato do Jorge Bettiol sobre o fato
http://ducker.com.br/
Na quinta-feira repetiu-se a retaliação escalonada (algo inusitado e inventado contra o Grêmio e o seu torcedor), estapafúrdia e cretina, de impedir o acesso de barras e trapos. A matéria prima destes materiais são panos, tintas e muito sentimento. Fazem parte do espetáculo, da atmosfera favorável que se cria a cada partida. Qual o risco, que ameaça oferecem? Logicamente, todos sabemos, nenhuma. Chega a ser ridículo. O que se começa a indagar são as reais motivações desta estupidez que prossegue punindo a festa do conjunto do povo tricolor. Estamos cerceados de levar as nossas cores ao nosso estádio, a nossa casa. E tal circunstância discriminatória, só ocorre no Estádio Olímpico. Vamos repetir (e temos reiterado nesta coluna): só acontece no Estádio Olímpico! Que fundamento existe para nosso direito de torcer ser atacado desta maneira? Até quando o policiamento vai abusar das suas prerrogativas?
- Por falar em abuso. As cenas deploráveis nos acessos do Monumental não serão esquecidas. Devem ser denunciadas, repudiadas e os responsáveis punidos. Episódios que atestam o notório despreparo do BOE não são incomuns, diga-se de passagem. O estopim de toda confusão foi à ordem imbecil de cerrar portões, antes do início do jogo, ditada por um oficial da corporação. Alegou-se que não havia mais espaço disponível. Mesmo com grande ocupação, sabemos que não é verdade. O Monumental é uma imensidão de concreto. Pode comportar, com tranquilidade, perfeitamente 50.000 torcedores. Não precisamos recuar muito no tempo para atestar, inclusive via borderôs. Alguns anos atrás, ao receber uma pintura interna, foi feita uma numeração extravagante que distorce sua real capacidade. De qualquer maneira, o que salta incontroverso foi a precipitação, a falta de bom senso e o festival de ações espalhafatosas e covardes. Fecharam, um por um, numa sequência frenética, todos os acessos deixando uma multidão com cartões de sócio e ingressos nas mãos. Não orientaram, não dialogaram e, como é de praxe diante de impasses, reprimiram violentamente (que, convenhamos, é só que sabem fazer). Ameaçaram, agrediram. Distribuíram porradas com cassetetes, avançaram com cavalos (sabre em punho e distribuindo golpes), sobre famílias, jovens, mulheres. Um dos brigadianos de montaria utilizava um rebenque para açoitar quem ousasse se aproximar das grades. Uma pusilanimidade repugnante. Após toda esta barbaridade o comandante do BOE, repetindo um discurso pronto, procura inverter os papéis e coloca a sua corporação como vítima de uma horda de vândalos. Foi patética sua entrevista num telejornal do SBT quando, tentando explicar os incidentes e justificar o injustificável, alardeou ter “dez soldados com lesões corporais, viaturas depredadas, duas motos atingidas, duas montarias feridas” e assim por diante. Não teve a decência de reconhecer os excessos testemunhados por centenas de gremistas e de que suas “baixas e prejuízos” decorreram da eventual reação irada dos que estavam sendo prensados, atropelados, agredidos pelos seus insanos comandados. Só no posto da UNIMED no estádio quase trinta atendimentos, sem contar um grande contingente que, mesmo sofrendo alguma espécie de lesão, sequer fizeram qualquer tipo de ocorrência. Recebemos vários relatos dessa natureza. Fica a pergunta: não haverá manifestação da governadora do Estado, cadê o Secretario de Segurança Pública? E o Comandante-Geral da BM, o que tem a dizer sobre estes fatos?
- Sou um dos que, brigando pelo direito de poder acompanhar o meu clube, apoiar o meu time, só consegui ingressar (após impedido de entrar nas arquibancadas) na cancha próximo das 22:30 min. Por isso, até me abstenho de comentar o resultado de 2×2 neste instante. Como outros tantos torcedores só obtive o acesso, após todos estes enfrentamentos que ocorreram e relatamos acima, no setor de cadeiras. Contudo, testemunhamos centenas e centenas de gremistas que desistiram da empreitada. Sabemos que tantos outros que estavam a caminho, informados pelas rádios da batalha campal, sequer conseguiram se aproximar do Olímpico. Ficamos todos indignados: os que conseguiram ingressar a duras penas, os que foram embora abatidos, tristes. Registre-se que a preocupação das “autoridades competentes”, desde a semana anterior, era bem receber os adversários: “dar totais garantias e segurança” a delegação e aos torcedores comediantes do Cruzeiro. Reuniram-se representantes dos orgãos de segurança, dos dois clubes, chamaram os bombeiros, a EPTC, quem sabe a Cúria Metropolitana, ou até mesmo integrantes do Exército da Salvação. Será que lembraram da torcida gremista neste evento? Alguém se preocupou conosco? A Nação Tricolor, amigo leitor, não merece este tratamento e estamos inconformados com o descaso da direção em receber e respeitar a massa tricolor. A omissão em administrar de fato e de direito o nosso Monumental, ficou escancarada, notória. Não é possível que a BM com seus métodos ditatoriais centralize o que não sabe fazer, sem acompanhamento e orientação criteriosa de funcionários, dirigentes do clube. Já não basta a censura que o policiamento faz a bel prazer no tocante aos materiais, agora tem também as chaves do Olímpico. Assumam o Grêmio, Srs. dirigentes! Tomem a dianteira na defesa do sócio, do abnegado e inigualável torcedor, destes milhares de anônimos que fazem a grandeza desta gloriosa instituição que ostenta um título Mundial e duas Libertadores! Não sejam ausentes, deixem de ser negligentes, pois isso ninguém pode desculpar! E que o BOE faça a gentileza de ir para as ruas combater os criminosos se dedicando, nos intervalos, a fazer a contagem da população carcerária, impedindo fugas e monitorando também a superlotação dos presídios! Basta de omissão! Basta de ditadura!
Jorge Bettiol
ducker.com.br
Sendo um asunto tão sério como esse, fosse eu paranóico diria que tudo isso teve início com o alardeado projeto da arena da OAS.
Primeiro se proibiu o estacionamento de veículos no local da “feira”, ao lado do Largo do Papa.
Depois temos as ruas que dão acesso ao Largo dos Campeões fechadas.
Ato contínuo, só podemos transitar por um lado da rua, senão enfrentamos brigadianos.
Não seria isso tudo uma conspiração para nos fazer crer que o Olimpico e suas imediações não comportam espetáculos de grande público, para que aceitemos de bom grado a arena?
A BM é comandada por quem mesmo?
O ex-presidente está onde mesmo?
Humm, a resposta para ambas as perguntas é a mesma.
É, deve ser apenas paranóia minha. Mania de perseguição e de acreditar em teorias conspiratórias.
Afinal, ninguem seria capaz de armar tudo isso apenas para beneficiar um empreendimento comercial da OAs. Ainda mais com um tema extremamente sério como esse, de abuso de poder da BM.
Bem capaz…
Pois bem, a paranóia é válida, mas não creio
Em compensação, acabei de acessar o site
http://arenadogremio.blogspot.com/ e nele está postada a última versão da arena e entorno.
http://arenadogremio.blogspot.com/2009/07/planta-da-arena.html
MUITO DIFERENTE, do que vinha sendo amplamente divulgado oficialmente pelo Grêmio
Se o que está ali for VERDADE, estamos trocando 6 por meia dúzia, ou o Jonas pelo Reinaldo, no que diz respeito as condições do estádio para com o entorno. A imensa esplanada sumiu, e ela exatamente ela é o desafogo para acessos e saídas. Todas condições do entorno, foram, modificadas para pior, o estádio foi trocado de lugar mais uma vez. E está espremido no entorno
Acho que estão muito preocupados com a forma de acesso
e deixando de lado a verdadeira razão pelo tumulto. Ficaram pessoas com ingresso fora por super lotação, a questão é porque disto. Será que alguém é tão ingênuo de crer que uma grande quantidade de “convidados” é que tomou o lugar dos sócios com ingresso? É matemática. Capacidade d estádio, ingressos postos a venda, lugares reservados para convidados, quem convidou quem, e quantos. Será que não tem ninguém com capacidade de fazer esse cálculo? Não tem ou não querem? se fizerem talvez cheguem a conclusão que tem algo errado mesmo. Se chegarem a conclusão que eram só “convidados” mesmo, como culpar a BM pela irresponsabilidade de convidarem mais pessoas que a capacidade existente.
Marcos, acabo de ver os links que tu postou. direcionados para o blog do Vieceli.
Mais uma vez estou admirado como mudaram algo que, segundo versão oficial divulgada pelo pres. Preis, seria “imexível”.
Ora se tu muda os projetos, tu muda o contrato. Ou não???
A minha paranóia aumenta a cada dia.
Poderia tecer outros pontos da conspiração, mas é melhor eu ficar quieto e não me meter em e$peculaçõe$ imobiliária$…
sobre convidados havia areas destinadas para a toyota e santander, nas cadeiras da Carlos Barbosa, as cativas neste tipo de jogo sempre contam com alienigenas hordas de jornalistas e extras de costume… mas neste jogo particularmente as cativas lotaram muito cedo
Pois é Marcos, mas mesmo assim, num grande jogo destes, é perfeitamente controlável a entrada de convidados até o limite das vagas reservadas para tanto. Não é nehum favor, é obrigação da direção preservar o direito do sócio ou torcedor que comprou ingre$$o, mesmo dos que chegaram em cima da hora por um motivo ou outro, não vou nem entrar no caso de direitos do consumidor. Agora, que tem coisa errada aí tem, e a insistência em desviar o foco dos acontecimentos é o que me preocupa. Não é teoria de conspiração, muito pelo contrário, pois acho a TC desculpas para justificar fracassos. São fatos presenciados, e te garanto foram lamentáveis. Encerro esse assunto por aqui, mesmo pq fiquei com a impressão que ninguém quer apurar nada mesmo, o que me leva a dúvidas sobre comportamentos que até então eram por mim inquestionáveis.
A responsabilidade tem que ser dividida sim, entre a BM e o Grêmio enquanto clube. A truculência da BM é descabida SIM. E a omissão do Duda quando o fato ocorria é descabida SIM. Tudo o que o associado quer é ter a garantia de que vai poder entrar na sua casa, afinal paga – e caro – pra isso. E, no momento, que ocorre um problema como o que ocorreu, tudo o que ele quer é ser defendido pelo clube. E não ouvir o que o Duda disse: “não sei o que aconteceu, estava na minha cabine concentrado no jogo”. Justiça seja feita, ao que parece o Evandro Krebs era quem estava tentando solucionar tudo junto à BM. Todavia, continuo achando inadmissível que um sócio patrimonial ou locatário de cadeira tenha seu direito de assistir a um jogo decepado desta forma. A BM tem muita culpa, SIM. Mas o Grêmio enquanto clube também tem muita culpa, SIM. De nada irão adiantar campanhas associativas se fatos como estes continuarem ocorrendo. O clube precisa com urgência tornar mais eficaz a sua relação com o sócio, entender de uma vez por todas que o associado é o oxigênio do clube. Desde a Série B, esta relação entre o sócio e o clube ficou mais próxima, mas ainda tem muita coisa a ser feita. O sócio precisa ser respeitado e defendido pelo clube, é isso o que nós esperamos. Tudo o que não ocorreu naquele dia.
Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL informam que os comentários postados pelo senhor TEQUILA não foram aprovados em razão do mesmo usar um “pseudônimo e endereço de email fake”
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Quando tudo começa errado, da errado sim!!!!
Torcedores entravam no estádio tranquilamente e bebiam suas cervejas tranquilamente antes de uma LEI que não mudou em nada, só veio a beneficiar alguem… sei lá quem…
Mas se perceberem, antigamente (digo antes da lei), todos entravam no estádio e lá dentro tomavam suas latas de cerveja em suas cadeiras, em seus locais…
Hoje, 60% fica fora do estádio, tomando sua cerveja e conversando com seus amigos, visto que a “Lei” proibiu a cerveja dentro do estádio alegando “medida de segurança e para parar com as brigas”.
O que mudou?????
1º) Todos bebem na rua, e garanto, muito mais que dentro do estádio. Dessa maneira faltando pouco tempo para a partida começar, começa uma caminhada de milhares de pessoas para entrar no estádio. Daí amigos, não há portão, catraca, revista da BM que faça com que todos entrem ao mesmo tempo e que entrem antes do início da partida.
2º) Aí vem o problema que se viu nesse jogo. Vario torcedores que quiseram entrar, se viram com muitos outros ao seu lado e já vislumbravam que não entrariam a tempo, pois bem…. Os nervos exaltados e é dado o “START” dos problemas.
3º) Um tumulto é instaurado e qual o dever da BM, agir contra o tumulto. De que maneira? Eu não sei, sei que houve erro, mas vários erros.
4º) Erros do Grêmio na organização, erro da Brigada na forma de agir, erro nosso por achar que entraríamos a tempo no estádio faltando 10 min para começar o jogo e mais de 1000 pessoas a frente de um portão com 4 catracas e a revista da brigada.
Amigos, podem analisar, essa LEI fez com que nós torcedores ficássemos fora do estádio por mais tempo, e aguardando 10 min para entrar ao estádio, tudo porque????? para podermos tomar nossa cerveja (uns 2 outros 3… latinhas de cerveja), pois lá dentro não há mais.
Pensem nisso…. e comparem como em jogos tranqüilos esse problema nunca acontece…
em muito jogos cheios e grandes, desde a lei seca, o problema de acesso não aconteceu.
Só pra lembrar, graças a bebida, uma sócia do Grêmio ficou paraplégica, porque um IMBECIL BÊBADO, caiu sobre ela, depois de andar na mureta das cadeiras
Desde a lei seca, o estádio, tornou-se um ambiente melhor e um pouco mais civilizado.
É mas se ver por esse lado, ano passado um caiu da mureta da geral e a Lei já estava em vigor.
Olha, desde que vou ao estádio isso faz uns 18 anos, está tudo igual, fora os casos que tu citaste e eu citei.
Pode-se ver que são raros, mas são por causa da bebida.
Mas não fiz isso para ir contra a LEI ou que essa lei perca sua validade.
Só comentei para mostrar que devido a isso, criou-se uma nova maneira de tomar sua ceva, só que a organização e o pouco tempo gerou esse tumulto. Pois tu acha que mesmo com portão aberto, todo mundo entraria a tempo dentro estádio????
E isso ocorreu porque torcedores como “eu” aproveitamos mais o tempo fora do estádio para tomar uma cerveja e bater um papo. E esperamos faltar 10 min para entrar no estádio.
Mas foi mais como ponto de vista, e pode apostar que o que melhorou dentro do estádio, piorou fora dele.
Abraço
Marcos,
A modificação foi feita a pedido da empresa que vai construir o shopping center.
Esta mudança fez com que a área pertencente ao Grêmio passasse para 8,9 hectares, maior do que a área atual do Olímpico.
Sem contar que hoje a área em volta do Olímpico tem estacionamento, muros, grades, campo suplementar, igreja, quadro social, etc.
Atualmente, em alguns casos é necessário sair da área do Olímpico, ir até a rua, fazer toda a volta para acessar um portão. (como ir do 1 ao 16).
Este é um tipo de problema que não existirá no futuro estádio, pois a esplanada será LIMPA, não tendo nenhum separação entre os portões.
Sem contar que a colocação das catracas nas rampas de acesso da esplanada ajudariam a evitar tumultos como o que ocorreu no jogo Grêmio x Cruzeiro, pois nela só circulariam os torcedores que possuírem ingresso.
A meu ver a modificação ficou muito boa. A arena agora ficará mais exposta, ao contrário do projeto anterior, quando ficava “escondida” entre os prédios residenciais e o hotel.
Bernardon: admitido algum excesso, acho que não estás tão paranoico assim…
Por oportuno, a seguir a transcrição de artigo circulando hoje, 09/07, no Espaço Vital ( http://www.espacovital.com.br):
“Quando o adversário é o clube de coração
(09.07.09)
Por André Schleich,
advogado
Em meio à contagem regressiva de pouco mais de cinco anos para a realização da tão sonhada Copa do Mundo no Brasil – e cujas atenções vem se direcionando principalmente para assuntos de desenvolvimento urbano e econômico – é surpreendente que questões quase que arcaicas, de organização esportiva, ainda transformem em vítimas aqueles que fazem da paixão pelo futebol uma fervorosa rotina em suas vidas.
E isso, infelizmente, restou cristalinamente evidenciado na última semana, quando, em meio às agitadas decisões da Copa do Brasil e semifinal da Taça Libertadores da América, os clubes gaúchos, e também a Brigada Militar, demonstraram preocupantes indícios de despreparo, em não proporcionar aos seus torcedores a segurança e organização necessária, em jogos de maior relevância, que contem com a participação maciça do público em geral.
Neste ponto, mais de seis anos se passaram desde que o revolucionário Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671/03) foi sancionado, e faltando pouco mais de cinco anos para a realização da Copa do Mundo no Brasil, ao que parece, ainda precisamos evoluir muito para sediarmos jogos de tamanha importância, a começar pela própria organização local.
Na condição de espectador que compareceu tanto no jogo Internacional x Corinthians, realizado na quarta-feira (01/07), quanto Grêmio x Cruzeiro, realizado na quinta (02/07), foi-me possível constatar que em ambos os jogos emergiram inúmeras falhas concernentes à organização, segurança e acesso dos torcedores aos estádios.
A começar pelo jogo de quarta-feira (1º), realizado no Estádio Beira-Rio, foi notória a formação de gigantescas filas, onde mais de 50 mil torcedores se amontoavam, face à falta de estrutura e à insuficiência de funcionários que pudessem orientar, de forma ordenada, a entrada dos espectadores no estádio. Aqueles que chegaram ao estádio por volta das 19h, só conseguiram ter acesso às acomodações internas após às 21h50min, quando a partida já havia começado.
Neste meio tempo, em meio à desorganização, os ânimos eram exaltados. Aqueles que aguardavam há horas nas filas disputavam lugar com os famigerados furões, estabelecendo-se cenário de conflito e agressividade entre os próprios torcedores.
Na quinta-feira (02), porém, os incidentes ocorridos foram ainda mais graves, com o fechamento prematuro de portões, enquanto ainda havia espaço disponível no interior do estádio, ocasionando graves e preocupantes situações de confronto, de torcedores entre si e destes para com a Brigada Militar. Em razão disso, cerca de cinco mil pessoas foram impedidas de ingressar no estádio, mesmo estando com seus ingressos em mãos, situação de absoluto desrespeito ao torcedor que, mais uma vez, foi vítima da desorganização dos clubes e dos excessos cometidos pela Brigada Militar.
Com o decorrer das horas, à medida que o Estádio Olímpico foi tendo seus espaços tomados, no lado externo, o cenário de desordem e violência começou a tomar proporções cada vez mais tensas, com estouro de bombas, pessoas sendo agredidas e torcedores em pânico, colocados em meio à correria dos cavalos da BM.
Neste ponto, aliás, sempre foi incompreensível que cavalos sejam colocados a perambular entre seres humanos, sobretudo em ambientes de notória aglomeração, situação que inclusive assusta os próprios animais e coloca em risco a integridade física de toda coletividade. Nunca, em nenhum grande estádio da Europa, se presenciou policiais montados em cavalos, intervindo contra torcedores que, de forma humilhante, são acuados, obrigados a dividir o espaço de circulação com o risco, o mau-cheiro e as fezes daqueles animais.
Curiosamente, porém, em meio à confusão generalizada, um verdadeiro campo de batalhas que se estabeleceu nas imediações do estádio, já durante o transcorrer da partida, foi possível escutar-se através das rádios locais, um dirigente do Grêmio manifestar-se no sentido de que “cabia ao torcedor se organizar na entrada dos portões, formando filas que gradativamente permitissem o acesso ao interior do estádio”.
Ora, isso não é e nem poderia ser tarefa atribuída ao torcedor, mais sim, ao clube detentor do mando de campo, responsável direto pela organização do evento: o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
No entanto, em comunicado oficial, publicado em seu saite no dia 05 de julho, o clube limitou-se a informar que “em conformidade com o Estatuto do Torcedor vigente, a segurança do evento esportivo fica a cargo do poder público”, sendo esta exercida com plena autonomia, razão pela qual, os portões teriam sido fechados por decisão da Brigada Militar, não possuindo o Grêmio qualquer ingerência sobre as decisões tomadas pela corporação.
Entretanto, não é exatamente isso que determina a legislação vigente sobre o assunto. Ao adquirir o ingresso para assistir a partida, o espectador está protegido não somente pelo Estatuto do Torcedor (Lei nº. 10.671/2003), mas também pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº. 8.078/1990), conforme estabelece o art. 40, da já referida Lei nº 10.671/03, que equipara e insere o freqüentador de estádios sob mesma disciplina e proteção prevista no CDC, tratando inclusive os clubes como fornecedores de serviços, nos termos do art. 3º do estatuto consumeirista.
Assim, no momento que o torcedor, munido de ingresso, ou ainda, o associado, não consegue acesso ao estádio, o serviço prestado pela entidade clubísitca demonstra-se defeituoso quanto a sua finalidade (Art. 14º, § 1º do CDC). A situação torna-se ainda mais grave se, no momento de tentar ingressar no estádio, restou constatado que o torcedor foi submetido a situações de violência, constrangimento e humilhação, sobretudo se tal conduta chegou a colocar em risco a sua vida, saúde e/ou integridade física (Art. 6º, § 1º do CDC).
Neste ponto, em suas disposições, é expresso o art. 13 da Lei 10.671/03 ao estabelecer que “o torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas”.
É verdade que muito há de se discutir se, no caso em tela, a responsabilidade seria do clube ou do agente de segurança pública, que igualmente dividia a tarefa de monitorar a entrada e garantir a segurança dos torcedores no estádio. E isso porque, de acordo com o art. 14 do Estatuto do Torcedor a “responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes”, enquanto, logo após, o inciso I, do mesmo artigo, remete ao entendimento de que seria o agente público o responsável direto “pela segurança dos torcedores dentro e fora do estádio, cabendo aos dirigentes do clube apenas e tão somente “solicitar ao Poder Público competente a presença de agentes públicos de segurança”.
Entende-se, neste caso, que o legislador pretendeu atribuir uma responsabilidade solidária entre o clube e o próprio ente público quanto às questões de segurança dos torcedores. Porém, quando estendida a análise de tal responsabilidade aos efeitos civis, a responsabilidade do clube mandante se sobrepõe, eis que ao equipará-lo a condição de prestador de serviços, sob a égide do Código de Defesa do Consumidor, a ele é imposto o ônus de proporcionar ao consumidor a segurança e o resultado de seus serviços, respondendo a instituição por todos prejuízos sofridos pelo espectador, de forma objetiva, independente da existência de culpa (art. 14, § 1º, II e art. 20 do CDC e art. 19 do Estatuto do Torcedor).
Portanto, mais do que interesse do Estado em fornecer um serviço adequado de proteção ao cidadão, a organização do evento como um todo compete especialmente ao clube, responsável direto pela reparação civil em caso de prejuízo ao torcedor. Neste caso, é necessária atenção especial por parte da entidade clubística, pois falhas desta monta, em razão da responsabilidade objetiva, permitem ao ofendido uma via mais curta e mais simples no momento de buscar a reparação pelos danos que sofreu, sejam eles materiais e até mesmo moralmente.
Entretanto, se por um lado o Estatuto do Torcedor ainda parece ser um tanto duro com os clubes, por outro lado, seis anos após a sua promulgação, algumas de suas determinações ainda hoje nos parecem inócuas e sem efeito. A exemplo disso, está o artigo 22 do referido diploma legal, ao determinar que todos os ingressos emitidos devem ser numerados (art. 22, I) e que o torcedor teria o direito a ocupar, dentro do estádio, o local correspondente ao número constante do ingresso (art. 22, II).
Se caso assim ocorresse, os episódios presenciados no Estádio Olímpico, na quinta-feira (02), jamais teriam acontecido.
Fato, é que tanto Grêmio quanto Internacional apresentaram deficiências no atendimento de seus torcedores na última semana. Neste ponto, cabe aos clubes projetar melhores condições de receber seus espectadores, de forma segura e adequada, em dias de grandes jogos. Neste sentido, compete ao clube disponibilizar funcionários suficientes que possam organizar a entrada, prestando informações precisas e adequadas ao consumidor que chega ao seu estádio. Em relação à organização das filas, a entrada deve fluir de forma rápida, e dentro dos limites razoáveis de espera. Aguardar por três horas em uma fila, em meio ao verdadeiro caos e falta de organização, por exemplo, representa verdadeiro descaso para com o torcedor.
Sendo assim, é imprescindível que o número de roletas eletrônicas instaladas seja compatível com a demanda de torcedores que adentram o estádio. A revista que normalmente precede o acesso a roleta, também é algo absolutamente ultrapassado e qualquer criança percebe que, além de prejudicar o acesso, ela ocorre apenas de forma superficial, em nada impedindo que mal intencionados ingressem nos estádios munidos de facas ou armas de fogo. E se este é o principal objetivo da revista, é primordial que se instalem detectores de metais em cada uma das roletas, e a partir daí, se faça uma revista direcionada, quando necessário. Desta forma, haveria contingente disponível para inspecionar de forma ostensiva o interior do estádio, onde os atos de vandalismo se concentram e o consumo entorpecentes ocorre livremente em suas dependências, muito embora para coibir tais condutas, atualmente haja inclusive a presença dos Juizados Especiais Criminais tanto no estádio do Grêmio quanto do Internacional.
Aliás, a escassez de funcionários credenciados e de policiais militares em meio ao público é outro aspecto preocupante tanto no Beira-Rio quanto Olímpico. Não raras vezes, mesmo havendo espaços vagos no estádio, é comum verificar torcedores se espremendo entre áreas de circulação, impedindo a fluência e o deslocamento daqueles que vão chegando ao local. Isso certamente desencadeia um efeito em cascata, onde a ausência de visibilidade vai obrigando que todos se coloquem a assistir o jogo de pé, muito embora a Federação Internacional de Futebol (FIFA) proíba que isso ocorra nos estádios monitorados pela entidade.
A falta de funcionários orientadores também foi uma das notórias causas para o que aconteceu nas dependências do Estádio Olímpico na última quinta-feira (02). Na ocasião, torcedores e associados, mesmo portando ingressos, foram impedidos de ingressar em razão do fechamento dos portões, pouco antes de início da partida. Muito embora o estádio visualmente parecesse lotado, em seus ambientes internos havia espaços suficientes para abrigar os cerca de cinco mil espectadores que ficaram do lado de fora. E o controle deste tipo de situação, de organização de espaços, certamente é tarefa do departamento de administração do clube, eis que a disponibilização de orientadores no momento da partida é sua obrigação, igualmente prevista no art. 14, II, do Estatuto do Torcedor.
Portanto, houvesse a disponibilização de funcionários suficientes em meio às dependências do estádio, administrando os espaços e orientando os espectadores a preencher de forma adequada os locais que estavam vagos, jamais teria ocorrido o fechamento prematuro dos portões, o que culminou em tristes episódios de violência, situação de verdadeiro descaso para com o torcedor, naquilo que lhe é mais caro: a dignidade do ser humano.
Mas como nem tudo neste país funciona como determinado na legislação vigente, ficamos na torcida que, para ir ao estádio, o torcedor continue se limitando apenas e tão somente a utilizar a camisa do clube de coração, e nunca uma armadura, traje típico dos tempos medievais, a que vem retrocedendo a realidade dos estádios em tempos modernos.
A prevenção de acontecimentos deste tipo, a lei determina; a reparação pelos seus acontecimentos é medida que se impõe. Mas a proteção real do cidadão, de seus filhos e familiares, que freqüentam estádios de futebol, essa, ao que nos parece, definitivamente está nas mãos de entes superiores. Então… que a sorte esteja ao nosso lado… e que Deus nos proteja!
(*) E-mail: andre.rs@direito.com.br
Não ia mais me manifestar sobre o assunto pq tenho convicção que estão desviando o foco para fugir das responsabilidades, mas diante da insistência. . .
A questão é super lotação e não dificuldade de acesso. A BM fechou os portões por não haver mais espaço, fez a sua parte, de forma estúpida, e isso eles vão ter que responder, mas é outro problema. Nas cadeiras centrais, onde eu estva, se todos resolvessem sentar ficaria muita gente de pé. Agora, os motivos porque entrou tanta gente sem ingresso que resultou, que motivou o tumulto todo,o trenzinho da alegria no portão das cadeiras laterais próximo ao campo suplementar É A DIREÇÃO OMI$$A SIM QUE DEVE RESPONDER, DEVE EXPLICAÇÕES, e não a BM, mas não vão, estão se lixando para o torcedor, estão se lixando para o associado, e estão se lixando para o Grêmio também visto que só deram bola fora, dentro e fora de campo, e isso não é de agora. A total falta de sintonia da direção com o torcedor é antiga, acharam pq meia duzia de torcedores abobados, que recebiam para torcer, que recebiam ajudinha da gestão anterior, generalizaram, estupidamente despreparados, igualmente a BM, acharam que todo torcedor Gremista é igual, não somos, e exigimos respeito, no mínimo isso, sob risco deste já estremecido relacionamento se tornar irreversível.
esse versão, pode facilitar a vida da construtora e só, antes havia a noção de conjunto e uma esplanada que recebia todo empreendimento
agora lotearam a área, que empressa vai construir o shopping? é outra? é a OAS?
O problema da Arena, não é a Arena; esta, é uma construção e do que nada entendo. O problema Arena é com o que querem fazer que ela represente: a solução instantânea de todos os imensos problemas em que o Grêmio está mergulhado. Feita a Arena, seremos vencedores sempre, todos os títulos cairão aqui; as dívidas estarão pagas; todos teremos acomodações, independente de haver mais sócios do que cadeiras; as mensalidades serão menores, os ingressos, mais baratos. O Departamento Comercial, uma maravilha. As eleições, para que mesmo? Enfim, uma obra mágica.
Ninguém é contra um estádio moderno. Não é contra uma obra que gremistas estão se posicionando, penso até que a grande maioria a aguarda satisfeita. É o que ela esconde.
Isso está mais do que na cara que se trata do já costumeiro e inaceitável choque de vaidades que vai certamente nos quebrar ao meio. Como ser a favor de um projeto que o “outro” lançou.
SENHOR JOÃO DE DEUS ! ALIÁS VALHA-ME DEUS. CONCORDO COM O SENHOR COM RELAÇÃO Á ARENA NO SENTIDO DE QUE É UMA REALIDADE E CONTINUAR A DEBATE UM PONTO JÁ SUPERADO NO CD É DE – ME DESCULPEM – UMA ESTUPENDA CHATICE PRÁ NÃO DIZER MAIS E EU JÁ DISSE ISTO AQUI MUITAS E MUITAS VEZES. ESTES DIAS NUM EMAIL DE GRUPO E DEBATE SOBRE A ATUAÇÃO DA BM NO JOGO EM QUESTÃO, ESTE ASSUNTO RESUSSUSCITOU COMO AQUI, ESTAVAMOS DEBATENDO ALHOS E ME APARECE UMA FIGURA QUE TAMBÉM RESSUSCITAVA, COM BUGALHOS. EU POSTEI O SEGUINTE E QUE SABE DA HISTORIA SABE VAI ENTENDER
“vcs me perdoem, mas este assunto de ser contra a arena – ou a favor – já e
ultrapassado, é como ir revistar o cadáver, já ta decidido, já está em
andamento: isto me lembra aquele advogado que perdeu o prazo para apelar e
passa o resto do processo tentando provar que o prazo não tinha sido perdido
e pedindo revisão da decisão só que sempre que o faz entra tb fora do prazo
… por favor senhores não sejamos ´intempestivos`……
por favor, vamos falar da arena daqui prá frente … se não vao se passar 50
anos o gremio vai estar prestes a fazer uma outra arena e ainda vao estar
discutindo esta, este assunto ja virou porre ”
AGORA, SENHOR JOÃO DE DEUS, DAI A DIZER QUE ELA FOI VIABILIZADA PELO ODONE E PELO ANTONINI É DE UMA ESTUPIDEZ E DE UMA IGNORÂNCIA TAO GRANDE QUANTO EU ACHAR QUE O SENHOR É O PAPA FALECIDO. ME PERDOA, MAS SIGA A TESE E NÃO DIGA UMA BOBAGEM DESTA POR FAVOR.
COM RELAÇÃO AO TEMA CENTRAL QUE É O QUE INTERESSA AQUI, A ATUAÇÃO DA BM, E NO MESMO EMAIL POSTEI O SEGUINTE TESTEMUNHO = VEJAM BEM, TESTEMUNHO, NÃO É OPINIÃO:
AMIGOS
NAO TENHO A MENOR VONTADE DE ESTABELECER DEBATE POLITICO PARTIDÁRIO, MAS
GOSTARIA DE DIZER:
1. SOU TESTEMUNHA DO QUE VOU NARRAR. ISTO NÃO É UMA OPINIÃO É UM DEPOIMENTO.
O TUMULTO JÁ ESTAVA COMPLETAMENTE DOMINADO. RESTAVAM NO PÁTIO GRUPINHOS DE 6
A 7 MENINOS E MENINAS DISTRIBUIDOS EM LOCAIS ESPARÇADOS DO ESTÁDIO. EU ESTVA
POSTADO NAS CADEIRAS E ASSISTI ISTO ENTRE OS BURACOS DA PAREDE. 3
BRIGADIANOS A CAVALO FORAM DE GRUPO EM GRUPO E LITERALMENTE ESPANCARAM A
TODOS INDISCRIMINADAMENTE. UM DOS MENINOS FICOU COMPLETAMENTE ENSANGUENTADO.
1.1. TENHO DITO HÁ MUITO TEMPO QUE NOSSA BRIGADA QUE TEM SIDO INCOMPETENTEN
NO COMBATE A CRIMINALIDADE -ENTRA GOVERNO E SAI GOVERNO, INDEPENDENTE DA
IDEOLOGIA PORTANTO- AO TRÁFICO ( no centro a cracolândia está às claras
basta andar pela rua da praia e arredores como eu faço ) NAO TEM PREPARO
PARA O ENTRETENIMENTO. É CERTO QUE HÁ ABUSOS DE TORCEDORES, MAS O ABUSO DO
CIVIL EM GRANDES REUNIÕES FAZ PARTE E TEM DE SER CONTROLADO, NÃO REPRIMIDO
COMO SE FOSSE UMA GUERRA, O ABUSO DA AUTORIDADE É INCOMPREENSÍVEL. MAIS,
ELES FECHAM A RUA IMPEDINDO O TRANSITO DE PEDESTRES, E A SEGUNDA RUA DO
MUNDO QUE ISTO ACONTECE, A PRIMEIRA É NO VATICANO, E CANSEI DAS VEZES QUE ME
PEDIRAM IDENTIDADE E COMPROVAÇÃO DE QUE VOU AO JOGO PARA ME DEIXAREM ENTRAR
….. UM ABSURDO INACREDITAVEL, E SE VC DISCUTE UM POUCO MAIS ACALORADAMENTE
COM O IGNORANTE DO BRIGADIANO QUE TE INTERPELA ELE TE AMEAÇA COM VOZ DE
PRISAO,ISTO JA ACONTECEU COMIGO. NO ULTIMO GRENAL DO BEIRA RIO, VI UM BM
REVISTAR TREZ VEZES SEGUIDA UM MENINO DE 16 ANOS…. SEI PORQUE ERA O MEU
FILHO, E NÃO PORTAVA NADA, ESTAVA DE BERMUDA E CAMISADO DO CLUBE MAIS NADA,
MAS O BM CHEIO DE AUTORIDAD,E O REVISTOU 3 X. E MAIS AINDA, EM MEIO A UMA
MULTIDAO INQUIETA NO PARQUE MARINHA APENAS INQUIETA, PORQUE FICARAM 3 HORAS
ESPERANDO LIBERAÇÃO PARA IREM AO BEIRA RIO, UM IMBECIL DUM BM DEU 3 TIROS
PARA CIMA ………………… ENTÃO POR FAVOR, QUEM TEM DE REPENSAR
ATITUDES E O COMANDANTE DA BM QUE ESTA SENDO INCOMPETENTE NA CONDUÇÃO DE
SEUS COMANDADOS.
2. SEM, DE NOVO, SUSCITAR DEBATE DE NATURZA POLITICA, MAS O RONALDO ONTEM
DISSE NO BEM AMIGOS QUE O PRESIDENTE TELEFONOU PARA EMPREITEIROS PEDINDO
AJUDA AO CORINTHIANS ….
3. QDO ERA MINISTRO DA PREVIDENCIA SOCIAL O BRITO DECLAROU QUE A DIVIDA DO
FLAMENGO COM O INSS ERA UMA DIVIDA SOCIAL
ORA SENHORES, NÓS CIDADÃOS HONESTOS ESTAMOS HÁ HRS SENDO DESREPEITADOS PELA
ESQUERDA, PELA DIREITA, PELO CENTRO, PELO MEIO, É DEMAIS
Mais sobre isso no meu blog: http://heliopaz.com/
Sr.Hélio,
Não tenho tanta segurança assim para afirmar que não houveram ingressos falsos motivando a super lotação, que por sinal foi o verdadeiro é a origem de todo esse problema, e não a dificuldade no acesso com alguns querem sugerir. O que posso informar é que é possível sim que tenha havido irregularidades que justifiquem o ingresso em demasia de pessoas que não tinham ingresso. O que posso narrar é que eu estava procurando ingresso para minha filha que de última ora decidiu me acompanhar ao jogo. Eu já possuia o meu ingresso por adquirir uma cadeira através da internet pois sou sócio torcedor. Procurando nas imediações um cambista uma pessoa, que não conheço, era uma entre tantas que naquele momento circulavam por ali, me abordou informando que ainda havia ingressos a venda a preço normal, e que se eu tivesse interesse me dirigisse ao portão que dá acesso as cadeiras laterais, próximo ao campo suplementar, que lá encontraria um grupo também na mesma situação e me indicariam a pessoa para comprar meu ingresso. Achei um tanto estranho mas fui conferir, Chegando ao local realmente encontrei um grupo de pessoas que cervavam uma outra que falava constantemente ao celular com alguém, e me indicaram a ela eu devia solicitar a compra do ingresso. Continuei a achar isso tudo muito estranho mas decidi ir a frente para ver do que se tratava. Ao conseguir com dificuldades um minuto da atenção deste rapaz, expliquei o que pretendia e ele me informou que conseguiria o ingresso mas eu tinha que aguardar junto com os demais. E assim foi feito, eram 21:15 mais ou menos, e o rapaz sempre ao celelular falando com alguém que dava a impressão se
tratar de alguém de dentro do estádio, tudo entre outros telefonemas que nitidamente eram procura por ingressos. Bem, por volta das 21:30, após receber outra ligação de alguém, começou apressadamente juntar o grupo, e pasmem, fazer a cobrança do tal “ingresso” a R$ 80,00 cada, que na verdade não existia. Falei a ele que me recusava a pagar sem receber o tiquet. Prontamente o rapaz se irritou e mandou eu procurar um cambista, o que prontamente atendi por ter certeza que ali tinha alguma irregularidade, mas sem antes ali próximo ver o desfecho daquela ação. Pois Hélio, o dito rapaz arrecadou o dinheiro, colocou no bolso, dirigiu o grupo em fila indiana até a portaria onde uma pessoa. com um cartão deu entrada individualmente a todos na catraca eletrônica. Agora pergunto, do que se trata isso? essa pessoa é funcionário do Grêmio? e o da catraca com aquele cartão liberando o acesso? quem são? existe este esquema nas demais portarias? Raramente vou ao jogo, moro longe, mas será que ninguém tem conhecimento disto? Este é o relato que faço, que me prontifiquei a fazer em off para não usarem politicamente pois não sei do que se trata, mas ninguém destes apoiadores da atualmdireção teve interesse em saber.
Caro Flávio, frente a gravidade dos fatos que tu está relatando, estou entrando em contato contigo após conseguir o teu endereço com os moderadores.
Isso não pode ficar assim, sem a devida apuração.
Flávio em qual portão foi? Nesse horário o portão 4 começou a botar gente pra dentro como eu nunca tinha visto
Marcos,
Eu não sei o nº, raramente vou aos jogos mas é o de cadeiras laterais que fica bem próximo ao campo suplementar, logo adiante de onde estacionou o ônibus com os atletas.
Flávio e Marcos, a questão já foi repassada para a direção. Inclusive foram adotadas providências para impedir que isso volte a acontecer.
hehehehe
O Bernardon tinha que ser o ouvidor do Grêmio na internet.
Tem o meu voto.