
Raul Iserhard, Adalberto Preis, Eduardo Bernardon e Marcos Almeida
O problema suscitado pelo projeto Arena relativo aos Associados é bem mais complexo. Segundo Dr. Adalberto Preis, não pertence à esfera da Grêmio Empreendimentos, pois, na sua concepção, diz respeito unicamente ao Grêmio e Conselho Deliberativo, que deverá definir essa questão. No entanto, Dr. Preis foi taxativo: a relação existente hoje entre Grêmio e o Quadro Social é uma história que não pode ser rasgada. O Grêmio possui uma parcela dos rendimentos e com ela promoverá o acesso ao estádio, mas ainda é um assunto que deve ser detalhado e compete pelo seu entendimento ao Clube, tendo como instância decisória o Conselho Deliberativo. Toda decisão sobre o destino dos títulos associativos – nomeadamente Fundo Social, Remido, Proprietário – cabe a Direção Executiva e às instâncias superiores (Conselho Deliberativo e Assembléia Geral). Desta forma, não pudemos apurar como fica a transferência dos direitos adquiridos, relativos ao Olímpico, para a Arena, mas pelas palavras do Presidente da Grêmio Empreendimentos, todos os direitos serão respeitados.
Especulações sobre esse ponto específico têm sido veiculadas:
1) uma espécie de reforma, revalorização ou recompra dos títulos supracitados, transferindo-se assim todos os atuais direitos para a Arena;
2) emissão de títulos novos para os atuais detentores daqueles acima referidos, com todas as garantias estatutárias do GFBPA, sob uma denominação única. Certo é que os atuais títulos que se vinculam a uma mensalidade manterão essa condição, não se sabendo a que valor de mensalidade.
Nos casos especulativos apresentados, os valores a serem arrecadados serviriam para amortizar a dívida do Grêmio, sem uso para outra finalidade. Deve ficar claro que essas especulações alternativas não são competência da Grêmio Empreendimentos, cabendo exclusivamente ao Clube e o Conselho Deliberativo; dessa forma, o tema passa ao largo da obra Arena.
Dr. Preis firmou posição de que o Estatuto Social vigente seja seguido à risca do primeiro ao último artigo, para a solução da questão associativa despertada pelo projeto Arena. Considera que, desatendido o primeiro artigo, todos os subseqüentes serão atingidos.
No decorrer da entrevista, indagado sobre sua posição a respeito de uma possível transformação do GFBPA-Clube em GFBPA-Empresa, a exemplo dos clubes europeus e norte-americanos, disse ter plena convicção de que deve permanecer unicamente o GFBPA-Clube, no seu formato atual.
Finalizando esta série com os relatos da reunião com o Presidente da Grêmio Empreendimentos, reiteramos nossos agradecimentos ao Dr. Adalberto Preis por ter recebido nossos colaboradores.
Leia também a 1ª parte http://sempreimortal.wordpress.com/2009/05/05/reuniao-com-adalberto-preis-1%c2%aa-parte/
Leia também a 2ª parte http://sempreimortal.wordpress.com/2009/05/06/reuniao-com-adalberto-preis-2%c2%aa-parte/
Arquivado em: Adalberto Preis, Arena, Associação Gremistas Patrimoniais, Bernardon, BNDES, Conselho de Administração, Copa 2014, Grêmio Empreendimentos, Marcos Almeida, OAS, Olímpico, Planejamento Estratégico, Quadro Social, Raul Iserhard, Receitas, Santander, Sócios Patrimoniais

O link da segunda matéria não está “ativo”, pode-se dizer assim.
Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL agradecem ao comentário do Giuliano e informam que o erro foi corrigido.
Obrigado, Giuliano.
E o legal foi que a foto da entrevista foi sendo publicada aos poucos.
Mas depois de ler tudo isso, será que dá pra levar fé na arena?
Comedido, prudente e acertado o Preiss em suas manifestações, A questão dos associados patrimoniais é inteiramente interna, do Grêmio Civil, que terá de resolvê-la sob pena de envolver-se, futuramente, em litígios judiciais indesejados e inoportunos. As relações entre o clube e seus associados do gênero são muito mais complexas do que aparentam. Sua amplitude, extensão e profundidade, estendem-se além do negócio ARENA, e tem origem na história estatutária da entidade, iniciada, na espécie, há cerca de oitenta anos. Foi longo o processo de sua formação patrimonial , passando pelos regimes legais de meia dúzia de constituições federais, dois códigos civis e seis estatutos., sem falar nas regras de direito comum incidentes, antes e depois da Carta Política de 1988. A Associação dos Gremistas Patrimoniais cometeu-me, honrosamente, a incumbência de bem investigar isso e decifrar as inúmeras incidências dessas especiais contratações associativas , do que resultou – e está sendo terminada – uma obra, que pretendemos seja editada ainda neste ano, antes da Feira do Livro, cujo título , provisório, se pretende dar o nome de “OBRIGAÇÕES PATRIMONIAIS DO GRÊMIO – TÍTULOS E CADEIRAS – REFLEXOS NO PROJETO ARENA”., a qual encontra-se, já, no vigésimo capítulo. Abrange o período de 1932 até os dias atuais, com projeção de efeitos futuros. Para adiantar, afirmamos que existem soluções adequadas às conveniências do clube e interesses desses associados. Contudo, o trabalho é maior do que se imagina. Com boa vontade de todos – E SEM POLÍTICA OU POLITICAGENS INTERNAS – haveremos de chegar a um acordo satisfatório para todos envolvidos. Registro, apenas, que, há muito, antes mesmo do início da perspectiva ARENA, o clube já deveria ter promovido esforços na regularização das situações individuais em tela, o que sempre foi deixado para depois, até o dia em que um interesse maior dessa classe de associados os despertasse para direitos que por décadas ficou em estado de inanição. O dito Projeto veio, finalmente , a despertá-los.
Desse modo, no ponto, afino-me com as declarações do dirigente.
Quanto aos itens, tratam-se de especulações, algumas próximas, outras muito distantes do que estamos elaborando. Tratam-se apenas de idéias construídas empírica e superficialmente, palpites.
Só não concordo com a alusão feita aos atuais estatutos do clube. Se na sua história existiu, algum dia, regramento de regime associativo mais pernicioso aos interesses da classe patrimonial, desconheço. As lesões que se tentaram insculpir ali aos seus integrantes, chegam às raias do absurdo, violando-se flagrantemente dispositivos até constitucionais. Difícil entender como foram elaborados e aprovados. Contudo, ainda bem que se cingiram aos adquirentes de títulos posteriores a 2004/2006, sendo o universo de prejudicados menor. Isso, no entanto, também tem solução. Outro dia volto. ao tema;Cacaio Azambuja
Se bem li, Antonio Carlos expôs o nó górdio tecido pelo projeto Arena: o problema associativo, até o momento intocado. Que não seja intocável. E está mais do que na hora de se começar a desfaze-lo. Não em uma reunião, em uma noite, em poucas horas.
Não serão os sócios patrimoniais – gremistas – que irão inviabilizar a ARENA.
Prá mim, vão até ter orgulho em cooperar pra uma solução fácil.
Não vejo necessidade de tanta polemica nisso.
cbimbi
os sócios realmente não vão inviabilizar, o desrespeito PODERIA, creio que isso não acontecerá pelo que foi exposto.
A Questão dos direitos sócios patrimôniais do Grêmio no meu modo e ver, deve ser resolvida (e reafirmada) pelo CONSELHO do Clube, mas já foi garantido mais de uma vez que eles seriam mantidos nas Arena.
Provavelmente milhares de sócios que não pagam ingresso hoje, com a Arena concluída, migraram para lugares mais caros do estádio, que é o meu caso por exemplo, pagando um ADICIONAL por esse benefício. Isso já resolveria, em parte, o problema do custo dessa gratuidade.
Esperei alguns dias para ver a frequencia de comentários. Surpreendeu-me o número pequeno, em relação às preocupaões demonstradas pelos Associados em outros Blogs, Posts e Comentários. Afinal, este é o tema mais difícil e polêmico do conjunto projeto Olímpico-Arena e o que mais de perto diz respeito ao interesse do Associado, tanto em seus deveres quanto em seus direitos. E para o qual, a não ser palavras ditas em ocasiões esporádicas e diversas, oficiosamente pois, nada se vislumbra no horizonte. Intenção, crença, esperança, não garantem nada e não dizem nada. Perceba-se que a estimativa de um preço mínimo de ingresso de R$80,00 por jogo não provocou nenhum comentário; quantos da área hoje da Geral (não da torcida com esse nome) poderão arcar com esse valor? E os demais Sócios, ficarão alojados onde, esses que tem Cadeiras, frequentam as Sociais sob diversas denominações (Fundo Social, Remidos, Proprietários)? A que preço de ingresso, ou de anuidade/mensalidade (muitos tem hoje sua gratuidade garantida)? E as garantias estatutárias? O tempo para solução desses pontos foi dilatado, pois o Presidente Kroeff informou o início das obras apenas para o segundo semestre de 2010. Por que não aproveitar todo esse tempo para iniciar-se o debate e chegar-se à solução associativa?
Um esclarecimento final: trouxemos nestes três capítulos a visão do Grêmio Empreendimentos e procurou-se manter total isenção no relato. Tanto que, antes de sua publicação, foi enviado ao Dr. Adalberto Preis para que fizesse leitura e corrigisse o que considerasse não fiel. Só após o “de acordo”, encaminhamos aos Moderadores do Blog o texto final, obra a três mãos, para conhecimento do torcedor gremista. Portanto, o texto todo do encontro não reflete necessariamente a posição deste signatário, e, ainda que possa concordar com diversos esclarecimentos, não significa aceitação pura e simples. Nem convicçao ou convencimento. Também não significa rejeição inconsequente. Mantenho, apenas, meu julgamento independente.
Faço minhas as palavras do amigo Raul.
Pô, não fiquei sabendo dessa! Gostaria de ter participado…
[]‘s,
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[...] Portanto, leiam: parte 1, parte 2 e parte 3. [...]