
Raul Iserhard, Adalberto Preis, Eduardo Bernardon e Marcos Almeida
Dividiremos em três partes o relato do encontro com Dr. Adalberto Preis, Presidente da Grêmio Empreendimentos (GE). Nesta primeira parte, apresentaremos generalidades, um histórico da constituição e função da GE e o início e andamento das gestões entre a GE e a OAS, empresa escolhida para construção e gestão do Projeto Arena.
Em um encontro de, aproximadamente, duas horas de conversa, o Dr. Adalberto Preis iniciou com uma explanação sobre o processo Arena/OAS/Grêmio. Quando foi deliberada a sua participação e posterior eleição para a presidência da Grêmio Empreendimentos, o fato já estava consumado, deliberado pelo Conselho Deliberativo do Clube. Não se tratava de discutir seu por que ou sua finalidade. Eleito que foi para assumir esse braço administrativo do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, responsável exclusivamente para o negócio Arena, cabia elaborar o seu formato de trabalho. Antes da assinatura do contrato, foram encomendados estudos por ambas partes, OAS e Grêmio, sobre a viabilidade financeira e técnica do empreendimento. Para a primeira, a OAS contratou os serviços do Banco Santander e por parte do Grêmio, a Fundação Getúlio Vargas. Ambas, independentes uma da outra, concluíram pela sua viabilidade. Sobre a viabilidade da obra, estudos realizados indicaram a área do Humaitá como a mais adequada, mas certos obstáculos deveriam ser considerados:
1) a área de terra pertencia a Federação dos Círculos Operários do RS e fora doação do Governo do Estado, há algumas décadas atrás, vinculada à obrigação de criação da Universidade do Trabalho, o que não ocorreu até a presente data. Aqui deveria haver uma negociação, pela OAS, para permutar essa área com outra em Porto Alegre com a finalidade de criação de um Centro Educacional completo, totalmente por conta da OAS (opção final foi o bairro Restinga Velha). Essa etapa foi finalizada com ato do Governo do Estado referendado pela Assembléia Legislativa do Estado ao aceitar a proposta da OAS, definindo essa obrigação, o que ocorreu recentemente.
2) Outra etapa seria a adequação dos projetos da OAS para as áreas Humaitá/Azenha (obras exclusivamente suas em que o GFBPA não tem participação alguma) aos preceitos do PDDUA – edificações e seus parâmetros, e à legislação vigente para segurança de vôo do Aeroporto Internacional Salgado Filho (Humaitá).
Ao Grêmio caberá a área em que se assentará a Arena (área de terreno) e à OAS/Superficiária o direito de superfície (a construção Arena propriamente dita), pelo prazo de 20 anos. Após esse prazo extingue-se a concessão do direito de superfície consolidando-se a favor do Grêmio a propriedade plena do terreno e da construção. Haverá gestão mista durante 20 anos após a troca das chaves (Estádio Olímpico Monumental x Arena Humaitá), com cláusulas específicas que serão objeto da segunda parte do presente relato. Como garantia, a troca da área total do Olímpico pela Arena exclusivamente, dar-se-á, por meio de chave contra chave. Preserva-se a segurança patrimonial do Grêmio, pois em caso de falência, insolvência, desistência por parte da OAS ou outra razão, não concluída a obra, o Grêmio não efetuará a entrega do Olímpico; em caso de falência, insolvência ou outra razão, posterior à entrega da Arena, isso não implicará a insolvência da empresa gestora da Arena. Todo esse procedimento é planejado, controlado e avaliado pela Grêmio Empreendimentos. Sob esse ponto de vista, a garantia do empreendimento é completa, segundo assegurou o Presidente do GE
Arquivado em: Adalberto Preis, Arena, Bernardon, BNDES, Conselho de Administração, Conselho Deliberativo, Copa 2014, Estatuto Social GFBPA, Grêmio Empreendimentos, Marcos Almeida, OAS, Olímpico, Planejamento Estratégico, Raul Iserhard, Santander, Sócios Patrimoniais

Eu quero é ler a conclusão da reunião.
Será que o Preis conseguiu convencer os 3 mais radicais defensores do contra a arena?
E agora Bernardon?
05.05.2009
“Tudo está dentro do prazo estipulado”
O projeto da nova Arena gremista está cada vez mais perto de sair do papel.
Dentro do cronograma estipulado para o desenvolvimento das ações que colocarão em prática a viabilidade da nova casa do Tricolor, a empresa OAS, responsável pela construção da Arena, deverá fazer a ocupação da área adquirida: “o terreno está comprado. Entre o período de junho/julho estaremos efetivando a ocupação do local. A ideia é tapumar a área e criar uma espécie de estande de disposição apresentando o projeto como um todo e não só a Arena. Por meio de uma maquete, mostrar como ficará a disposição da Arena juntamente com o Shopping Center, as habitações, as torres e o centro de eventos”, explica Louzival Mascarenhas, diretor comercial da OAS.
Segundo ele, dentro de um horizonte a curto prazo, o objetivo é a desocupação final do terreno com um entendimento junto a Secretaria Estadual da Educação para a construção de uma escola no bairro Restinga. Assim, no final do ano, poderia remover a escola estadual que hoje ocupa o terreno onde será construída a Arena, assim como a construção também da Universidade do Trabalho.
Além disso, a OAS irá apresentar o detalhamento junto à Prefeitura esperando a aprovação do projeto no que diz respeito ao EVU (Estudo de Viabilidade Urbanística) além de pleitear um financiamento junto ao BNDES de pelo menos 50% da obra em uma linha de financiamento que beneficiaria a construção dos 12 estádios para a Copa do Mundo de 2014.
Finalizando, Louzival Mascarenhas tranqüiliza o torcedor gremista quanto ao andamento do Projeto: “tudo está correndo dentro do prazo estipulado, dentro do cronograma, sem nenhum revés. Entre janeiro e junho do ano que vem, estaremos iniciando as obras com a entrega sendo realizada 30 meses depois, já para a Copa das Confederações”.
Ih, hoje vendo o jogo do Manchester 3 x 1 Arsenal, cujo resultado classificou o Manchester para a final da Liga dos Campeões, me lembrei que depois que o Arsenal construiu sua Arena, “Emirates”, perdeu sua fiel torcida porque ela não tem como pagar os altos preços praticados e nunca mais conseguiu ser campeão de nada. Te cuida tricolor, te cuida geral do Grêmio, o mesmo vai acontecer conosco.
A partir de julho deste ano já começa a ocupação da área onde será construída a arena.
O que antes parecia um sonho vai ser tornando realidade. No dia 09/05 (data ainda a ser confirmada) o Dr. Preis vai receber os membros da comunidade Grêmio Arena (do qual eu faço parte) com o intuito de tirar as dúvidas acerca do andamento do projeto, como ocorria com o Eduardo Antonini.
Com o tempo as questões polêmicas vão sendo esclarecidas, como os riscos que o Grêmio teria em caso de falência da OAS.
O contrato parece ter sido muito bem formulado, o que me faz crer que não teremos um novo caso ISL.
Saudações Tricolores
Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL informam que na quarta e quinta-feira estarão publicando as outras duas partes do relato da reunião.
Sei que não é o local nem o momento, mas gostaria muito de saber o que a criança chamada Rodrigo Karan quis dizer com “Não quero mais que o MGN passe pelo período nebuloso que passou quando o Bernardon era presidente”…
Isso se ele tiver coragem de se manifestar.
Vieceli, todo o teu empenho vai por água abaixo com essas manifestações infelizes dos teus “companheiros”.
A cada dia que passa, mais me convenço que alguns poucos por lá não não mereceredores do mínimo respeito.
parece que qto mais importante o post, mais anonimos e codinomes aparecem… Quanto ao ser contra ou a favor, vou repetir: Se com a arena os socios tivessem seus direitos rasgados eu seria o primeiro da lista a berrar, ao contrario disso sou o primeiro a apoiar, pelo que nos foi passado no encontro os direitos serao mantidos. Qualquer outra interpretacao sobre o que penso, é coisa de mal intencionado
Parabéns pela iniciativa dessa matéria.
Tomara que nas outras partes venham mais e mais informações.
Bem lembrado, Marcos.
O que importa mesmo é a garantia dos nossos direitos de sócio.
Bernardon, o que tu acha de mover uma ação contra o carinha que disse/escreveu isso de ti?
[...] Esclarecimentos Blog Sempreimortal parte 1 [...]